02.10.2016

Painel de Leitores Protótipo: Como fazer?

Vou aproveitar que no domingo faço posts que fogem um pouco da nossa “programação normal” pra falar do meu Painel de Leitores Protótipo, que já falei lá no Face algumas vezes e muita gente, sobretudo outras blogueiras, perguntam como funciona.

Apesar de blog ser algo pessoal, sempre tive em mente que blog se faz para o leitor, e eu escrevo pra ser lida. E, se quero ser lida, tenho que conhecer muito bem os meus leitores.

Quero conhecer a ponto de conseguir cumprir, todos os dias, a promessa de que em cada post vocês vão encontrar aqui o que é importante pra vocês, o que é útil para as suas vidas, o que vai fazer diferença no seu dia a dia.

Por isso, cada post que eu faço, cada produto que escolho testar, cada tema que abordo leva em conta não só os meus, mas os interesses, necessidades e desejos de vocês, porque isso aqui não é feito pra mim, é feito pra nós.

Portanto, conhecer e, mais que isso, compreender os meus leitores sempre foi o ponto central aqui do blog, mas as pesquisas anuais, com perguntas prontas, não me davam o que eu queria, que era a acesso a realidade e ao dia a dia de vocês.

painel de leitores protótipo juro valendo

Painel de leitores protótipo

Foi aí que, pesquisando como as emissoras de TV conseguiam analisar o comportamento dos telespectadores pra “antecipar” seus desejos, cheguei no Homero Icaza Sánches, que foi considerado o “bruxo” da TV Globo, justamente por que conseguia entender o público de tal forma que sabia, antecipadamente, quanto cada programa da emissora teria de audiência.

Depois disso conversei com amigos que trabalham com publicidade e com pesquisa de produtos e conheci o painel de leitores protótipo, e aí, metódica que sou (Mércurio em Virgem, né mores? rs), coloquei no papel tudo o que achei relevante nos métodos de pesquisa que tive acesso e montei o meu próprio painel.

Primeiro a gente faz o óbvio: pega os dados estatísticos primários (no Analytics tem muita coisa!), como idade, sexo, cidades, etc, cruza essas informações e determina, com base nos resultados desse cruzamento,  10 tipos básicos (aqui eu tenho como base o 100%).

Com base nesse cruzamento eu sei, por exemplo, que 60% das minhas leitoras estão em capitais, mas a leitora que está numa capital do Sudeste é, a princípio, diferente da que está numa capital do Nordeste. Que a leitora que está em uma capital do Nordeste, mas é da classe B, tem expectativas, desejos e realidade diversa da que, estando na mesma capital, é classe C.

E mesmo que as duas sejam classe C e estejam na mesma capital, e aí já entra a parte de observação da realidade dos meus protótipos, elas não fazem parte do mesmo grupo se, por exemplo, uma é casada, tem filhos e trabalha fora e a outra estuda, é solteira e não trabalha.

Mas não fazem parte não porque uma é casada e a outra é solteira. Não fazem parte porque, por causa disso, muitos dos seus interesses diários, escolhas e desejos são diferentes.

Essa parte de estatística é, pra mim, a pior, porque sou de humanas, né? rs Mas, conversei com um professor do curso de Matemática da Uesb (a universidade daqui) e ele me ajudou.

Quando consigo os resultados da parte estatística e transformo isso nos 10 tipos básicos, chega na parte que mais gosto: transformar isso em bonecas e, depois, “em gente”.

Compro 10 bonecas (no meu caso são 9 bonecas e 1 boneco) e transformo-as com base naqueles dados estatísticos. Cada uma tem uma idade média diferente, uma cidade, uma classe social e por aí vai.

Feito isso, procuro entre as minhas leitoras, nas redes sociais (é por isso, também, que sempre tô futucando e curtindo o Face e o Instagram de vocês! rs), as que se encaixam em cada um dos perfis que estabeleci, porque não existe “um leitor”, existe um grupo de leitores diferentes unidos por interesses em comum, e eu não posso, se quiser atingir a todos, focar em apenas um.

Depois de encontrar os meus leitores protótipo, converso com eles e estabelecemos uma parceria, onde tenho acesso total a seus perfis nas redes sociais, pra que eu possa acompanhar o que eles dizem e, assim, entender o que querem e, mais ainda, o que não querem, assim como observar o que não dizem, que é o que me diz muita coisa, por mais louco que pareça.

Tenho, com todos, um encontro mensal (por skype, whatsapp, etc), onde a gente conversa sobre o que está acontecendo em suas vidas, quais são seus novos interesses, quais os produtos que estão usando, o que estão gostando ou não, e todos eles têm acesso total a mim o tempo todo pelo whatsapp, e aí a gente fala de tudo, de todas as besteiras do dia a dia, das neuras, das impressões sobre vários assuntos e produtos e por aí vai.

Esse acompanhamento é fundamental, porque todos nós mudamos todos os dias, e assim mudam as necessidades, os gostos e a própria vida, então é essencial prestar atenção nessas mudanças pra entender os novos desejos e as novas fases na vida de cada um e, assim, não repetir velhas fórmulas.

Acompanho e observo meus leitores protótipos todos os dias, de muitos já sou amiga mesmo, e isso me dá uma visão muito mais ampla do que cada um quer, porque consigo ter acesso a informações que nenhuma pesquisa me daria.

painel de leitores protótipo juro valendo

Sei onde moram, como moram, como querem morar, o que e quando leem, o que compram, querem ou não querem comprar, como se comportam nas mais diversas situações, quais são seus hábitos, suas expectativas, seus desejos latentes e por aí vai.

Tenho centenas de milhares de prints de cada reclamação que vocês fazem nas redes, e aqui é de todo mundo, de cada elogio, de tudo o que vocês falam e que pode, de alguma forma, me ajudar a melhorar e deixar o blog como vocês querem.

Já até mostrei por aqui uma vez (veja aqui) muitos prints de comentários fofos de vocês desde que criei o blog, lembram? Pois é, eu faço isso com tudo, com cada comentário, em todos os lugares, porque sozinha não consigo responder todos eles, mas guardo e levo cada comentário comigo pra entregar  exatamente o que vocês querem.

Com base em todas essas informações, cada boneca, que representa um grupo de leitor, ganha “vida”. Cada uma é caracterizada de forma diferente, com corte, cor de cabelo, maquiagem, roupa, sapato, acessório, produtos que usa, etc. É tipo “brincar” de boneca, sabe?

Pra agrupar mais informações, cada uma tem um caderninho, que fica ao seu lado aqui na minha estante de leitoras protótipo, e esse caderninho, escrito a lápis, ganha novas informações todos os dias.

Cada mudança é anotada, cada compra, cada detalhe do que é falado e postado vai pro caderninho.

Dá um trabalho danado, um trabalho que nunca acaba, mas dá também uma satisfação imensa de ver que consigo, de alguma forma, conhecer vocês a tal ponto que, como leio por aqui quase todos os dias, a gente mais parece amiga de infância.

Vocês sempre falam que “adivinho” o que vocês querem, mas não é adivinhação, é observação mesmo (culpa de Escorpião, que manda no meu mapa! rs), só.

E isso também faz TODA a diferença no crescimento do blog, toda, porque, afinal, qual a probabilidade de um blog do interior da Bahia, de uma cidade super pequena, onde não tem sequer um shopping, onde não tenho acesso a quase nada, crescer na velocidade que a gente cresce? E, mais que isso, crescer quando a grande maioria dos blogs estão diminuindo e perdendo espaço pro YouTube?

Nós crescemos todos os meses, sem exceções, temos mais de 3 milhões de visualizações de páginas por mês, e de um público que não é, via de regra, o público comum dos blogs de beleza, já que a imensa maioria desse público tem mais de 30 anos.

Além de ser essencial para o crescimento, vem aí o mais importante: meu público é extremamente fiel. São pessoas que, desde que começaram a acompanhar o blog, continuam acessando regularmente, são pessoas que estão aqui o tempo todo.

Isso faz com que esse crescimento, que é sim maravilhoso, não seja vazio. Existe uma relação de confiança por trás desse crescimento, existe a reafirmação diária daquele “contrato” que falei no início do texto, que aqui vocês vão encontrar o que procuram, da forma que procuram, na linguagem que gostam.

Tudo isso pode parecer muito complicado ou calculado, mas não é. É simples, e é, pra mim, a melhor forma de conhecer cada vez mais as necessidades de vocês, porque eu, Ju, faço o blog pra vocês, eu quero ser lida, e pra ser lida preciso alinhar o que quero escrever com o que vocês querem ler.

Claro que preciso melhorar em muitas coisas, mas tenham certeza que, todos os dias, faço o meu melhor!

Espero que vocês tenham conseguido entender direitinho, e pras amigas blogueiras que queriam saber um pouco mais sobre isso, sobre como fazer e tal, o que posso dizer é que o que funciona pra mim é bem diferente do que vai funcionar para você, porque não existe uma fórmula, mas uma coisa é certa: o leitor é rei (quem disse isso foi o Google! rs) e você precisa conhecê-lo, precisa.

Beijos e bom domingo, Ju♥

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18.08.2016

Sobre Aceitar o Próprio Corpo

Desde que comecei a falar por aqui sobre dieta, várias meninas estão sugerindo que eu fale mais sobre aceitar o próprio corpo, bem como sobre o excesso de peso, a dificuldade em encontrar roupas em qualquer loja e coisas do tipo, e já respondi tantas coisas sobre isso que resolvi fazer um post.

Talvez esse post não seja exatamente o que a maioria queira ler, porque não estou aqui pra falar o que as pessoas querem ouvir. Estou aqui pra falar sobre o que eu, como indivíduo, penso, sinto e vivo. E, talvez, a minha forma de pensar seja um pouco diferente.

A verdade é que quando decidi criar o blog foi pra falar com e para mulheres, com todas elas, sobre todos os assuntos que viessem a minha cabeça.

aceitar o próprio corpo juro valendo ju lopes

E, nesse caso, não vejo razão em diferenciar as mulheres por causa do peso, da cor da pele, da altura, do tipo de cabelo ou de qualquer outra coisa, porque, afinal, uma mulher não deixa de ser mulher porque é gorda ou magra, porque tem cabelo liso ou cacheado e por aí vai.

Isso não significa, contudo, que não ache válido a criação de blogs de nicho, voltados especificamente pra o público plus size, por exemplo.  Ao contrário, acho extremamente importante, aplaudo de pé, e tem muita gente por aí fazendo um trabalho lindo, como a Paulinha Bastos e a Ju Romano, que inspiram, arrasam demais, postam looks lindos e textos incríveis.

Só que esse é o foco delas, elas têm o dom de falar sobre isso, eu não tenho, até porque as nossas realidades são muito diferentes.

Claro que poderia falar mais sobre isso por aqui, até porque os muitos anos de efeito sanfona e excesso de peso me deram uma “bagagem” enorme, e eu ainda tô longe do peso que considero ideal pra mim, mas a minha vontade sempre foi falar “com todo mundo”, falar sobre muitas coisas, falar do que vem na minha cabeça quando sento e começo a digitar, simples assim.

Então, no dia que algum texto sobre isso “brotar”, no dia que a vontade surgir, como aconteceu hoje, ele vai aparecer por aqui, mas eu não seria eu se me obrigasse a postar sobre um determinado assunto, porque a verdade é que nunca sei o que vou escrever até sentar em frente ao computador, entende?

Sobre aceitar o próprio corpo…

E pra quem acha que eu deveria levantar bandeiras, bom, a única bandeira que levanto é a da aceitação, porque não importa qual o seu peso, a sua cor, o seu tipo de cabelo ou qualquer outra coisa: você precisa se aceitar, se respeitar e se amar.

aceitar o próprio corpo juro valendo ju lopes

A não aceitação, a falta de amor e de respeito por si mesma, pela pessoa que se é, é uma doença, assim como a obesidade, só que muito mais profunda e destrutiva, porque é emocional e não tem dieta, exercício ou remédio que cure.

E se engana quem acha que “ficar” magra vai resolver o problema da autoestima porque, sinto informar, a coisa não é exatamente por aí, até porque, se assim fosse, pessoas magras não teriam esse tipo de problema, né?

Eu, Ju, tenho um amor profundo por mim e, não importa o que digam ou façam, isso não vai mudar.  Mas não festejo o excesso de peso porque, no meu caso, ele é uma doença e me fez e faz muito mal.

Tenho resistência a insulina, fadiga adrenal crônica, reponho uma quantidade enorme de hormônios todos os dias e já tive esteatose hepática, então não vou chegar aqui e falar que não tem nada demais estar acima do peso porque estaria mentindo.

Tem sim. Tem porque me limita de muitas formas, me faz gastar horrores com remédios e hormônios ( eu sou pão dura, gente! rs), porque me estressa ter que explicar para as donas das lojas que as roupas que elas vendem são inadequadas pra meus 118 cm de quadril (era 115, aumentou! hahaha) e por aí vai.

Ah, e faço questão de falar isso: ninguém tem que se sentir inadequado por causa do excesso de peso. Ninguém tem que ficar constrangido por que uma roupa não cabe. Ninguém. Inadequadas são as marcas que não fabricam roupas para todas as mulheres. Constrangidas deveriam ficar as mulheres, donas de lojas,  que se recusam a vender roupas acima do 44, isso sim.

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Não me sinto inadequada e não permito, de forma alguma, que quem quer que seja tente me constranger por causa do tamanho do meu manequim.

Não tenho  raiva ou vergonha de mim por causa do meu peso. Gosto de mim, da pessoa que  me tornei, e me aceito como sou, independente do peso, mas não me sinto bem com ele porque não quero estar doente, porque quero ser saudável, quero subir e descer montanha sem morrer de cansaço, quero ter fôlego pra fazer trilha, pra viver a vida que sempre gostei de viver.

E não, gente, não existe contradição entre se aceitar e querer emagrecer, porque uma coisa não tem nada a ver com a outra, ao menos pra mim.

Porque, raciocinem comigo, se você tem uma doença, e no meu caso são várias doenças, é lógico que você quer se livrar dela, né? Mas o fato de ter uma doença vai impedir que você goste de si mesma? Que se aceite? Que se ame, que se ache o máximo? Eu acho que não…

Sabe, tenho amigas que são gordinhas, saudáveis e nem pensam em emagrecer, assim como tenho amigas magras que têm vários problemas de saúde, só que eu sou gordinha e tenho problema de saúde pra dar, vender e emprestar, então tenho sim que resolver meu peso, que é um problema, só que isso não tem nada a ver com me aceitar ou não.

A coisa é bem mais simples: problemas existem para serem resolvidos, ponto final.

Beijos, Ju♥

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11.07.2016

Diga Sim Pra Si Mesma!

Já parou pra pensar na quantidade de vezes que você deixou de dizer sim pra si mesma? Eu nunca tinha pensado, até que dois dias atrás a Ale Garattoni falou de um livro no Instagram, O Ano Em Que Disse Sim, da Shonda Rhimes, e me identifiquei tanto com o pouco que li dele (que comprei 10 minutos depois, mas ainda não chegou!rs) que chega fiquei assustada.

A ideia do livro surgiu depois que a irmã da Shonda disse 6 palavrinhas pra ela, mas que poderia muito bem ter sido pra mim: ” você nunca diz sim pra nada”. Prazer, eu!

Não posso, não tenho tempo, sou muito ocupada, isso vai bagunçar toda a minha rotina, com quem meus bichos vão ficar, vou perder muito tempo, a logística disso é complicada demais e coisas do tipo são frases que repito todos os dias e nunca tinha me dado conta do tanto que isso estava atrapalhando a minha vida, porque, bom, eu realmente sou muito ocupada (e quem não é?).

Sim, sim, sim!

Até que parei pra pensar na quantidade de oportunidades que deixei escapar pelos dedos simplesmente porque “não tinha tempo”, porque acreditei que não conseguiria fazer caber nos meus dias, e até por um certo comodismo, e fiquei chocada, principalmente por nunca ter entendido que, ao fazer isso, estava dizendo não pra mim mesma.

Sabe quantas vezes me dei conta de que tudo era uma questão de me organizar e fazer essas coisas caberem no meu dia? Nenhuma! Nunca sequer pensei nisso… Nunca parei pra ver o óbvio: eu faço meus horários, posso trabalhar em qualquer lugar, a qualquer hora, e quanto aos meus bichos, bom, existem pessoas em quem confio que podem ficar aqui com eles enquanto eu estiver fora, existem hotéis (aqui tem 2!) onde posso deixá-los.

Ou seja, a coisa já estava tão impregnada na minha cabeça, eu já estava tão acostumada em repetir toda essa ladainha que simplesmente não avaliava outras possibilidades, não conseguia olhar as coisas por um outro ângulo.

E não para por aí, porque por mais que tenha entendido, e faz é tempo, que minha prioridade sou eu, que tenho sempre que me colocar em primeiro lugar e dizer não quantas vezes for preciso, não tinha me tocado que, no meio disso tudo, estava dizendo não principalmente pra mim. Pior: por puro hábito.

E agora estou aqui escrevendo esse post e torcendo pra que esse livro chegue logo, porque por mais que saiba que hábitos podem ser mudados, substituídos por outros ou, como disse a Alê, reprogramados, não faço ideia de como fazer isso, e livros sempre me inspiram, me dão “aquele empurrãozinho”, sabe?

Ou melhor, faço sim, e acho até que a coisa é, de certa forma, bem simples, eu tô é assustada mesmo, porque o não já é familiar, me dá um certo controle das coisas, e o sim, bom, o sim faz tudo mudar, tira as coisas do lugar, inclusive o controle, aquele que eu finjo acreditar que tenho, das minhas mãos.

Vamos ver no que isso vai dar!

Beijos, Ju♥

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28.06.2016

Ninguém é Feliz o Tempo Todo

E não tem nada demais nisso...

Sempre achei meio doida essa necessidade de felicidade constante, porque sim, a gente pode e deve ser feliz, mas ser feliz não significa estar feliz o tempo todo, como se a vida não fosse feita de momentos e sentimentos tão diferentes, como se as oscilações de sensações e sentimentos não fosse normal.

Mas, semana passada, numa conversa com algumas amigas, comecei a achar que a coisa estava meio fora do controle, porque me parece absurdo ver uma pessoa saudável se entupir de remédios simplesmente para não sentir tristeza, angústia, dor e solidão, como se isso não fizesse parte da vida. Como se isso não fosse, também, a vida.

Mais que isso: como se todas essas coisas não fossem absolutamente necessárias para o nosso crescimento, para o nosso amadurecimento, para a nossa evolução emocional e espiritual, e para tantas, tantas outras coisas. Como se fosse possível passar pela vida anestesiada, com um sorriso no rosto e uma euforia constante mesmo em momentos de perda, de luto, de dor.

Que loucura é essa, gente? Que vida de comercial de margarina é essa que estão tentando nos vender, nos convencer de que é normal? Porque não, não é.

Ninguém acorda feliz e saltitante todos os dias. Ninguém é absolutamente seguro e confiante em todos os momentos. Ninguém é feito só de qualidades e nenhuma vida, absolutamente nenhuma, é formada apenas de momentos bons. E se é assim, como é que a gente pode querer estar feliz o tempo todo?

Sinto muito, mas isso não existe, não é real, não é normal.

Não dá pra passar por cima do que a gente sente. Não dá pra, simplesmente, “esquecer”, assim, de uma hora pra outra, as nossas dores e os nossos medos. É essencial, aliás, que se viva cada um deles. É preciso aceitar todo esse pacote de sentimentos e não tentar apagá-los, porque tudo isso faz parte, porque é assim que a gente supera e, enfim, cresce.

Ao contrário do que andam dizendo por aí, não existem pílulas da felicidade e, cedo ou tarde, o que você tentou abafar vai voltar, só que muito mais forte, porque seja lá o que você estiver sentindo, você precisa realmente sentir, você tem que se permitir viver isso, olhar de frente, aprender a lidar e, no tempo certo, no seu tempo, seguir em frente.

Não tente pular etapas, não desrespeite seus sentimentos, não reprima a sua dor, a sua angústia ou seja lá o que for que esteja te atormentando agora. Isso é normal, isso faz parte, e não significa, de forma alguma, que você é infeliz. Significa que você é humano, apenas isso.

Porque ser feliz é muito, muito diferente de (fingir) estar feliz o tempo todo. Porque a gente pode ser feliz mesmo sentindo medo, mesmo sentindo dor, vergonha, tristeza, angústia e tantas outras coisas ruins. Porque felicidade não é, e jamais será, uma vida perfeita, até porque isso não existe. Felicidade é uma vida bem vivida, e isso todo mundo pode ter.

Beijos, Ju♥

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O que você acha do JV?
Antes de conhecer o JV eu não sabia que existiam máscaras com fins diferenciados ... Pra mim "hidratação" era uma coisa só .. Hj entendo…
As leitoras mais incríveis da vida
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