03.07.2017

Quando Tudo Não É O Bastante…

O post de hoje não era sobre quando tudo não é o bastante. Mas, quando sentei para escrever olhei o calendário aqui do lado e percebi que a primeira parte do ano passou. E passou “voando”.

Parei pra pensar no que tinha feito nos últimos 6 meses e imediatamente lembrei de um texto que li no Facebook sobre desejos e necessidades. Não sei se a autoria é real,  se Marco Aurélio Lobo existe e é um psicanalista lá de Anápolis, mas cada vez mais vejo que, como ele disso,  “supervalorizamos nossas necessidades e desrespeitamos nossos desejos”.

E isso mata. Mata nossa alegria de viver,  os sorrisos, as gargalhadas, a espontaneidade. Dizima os nossos sonhos, silencia nossa voz, apaga o nosso brilho, devasta a nossa alma e destroça o que dá de mais sagrado em nós: a força da vida.

quando tudo não é o bastante

Os desejos a que me refiro não são materiais. Não estou falando de bens de consumo. Estou falando dos desejos da alma. De amores, de paixões, de amizades, de realizações, de vida. De tudo aquilo que nos faz sentir vivas, que faz o coração vibrar.

Porque não faz sentido ter amigos que não são amigos, só pra fingir que não está só. Manter relacionamentos, de qualquer tipo, por comodismo, porque “precisa” ter alguém, porque esperam que você tenha alguém. Porque você precisa casar.

Não dá pra passar a vida trabalhando com o que você não quer, fazer todos os dias o que não te faz feliz e contar os segundos para que chegue o final de semana para que você possa, enfim, respirar.

Todo mundo precisa trabalhar e os boletos não param de chegar, eu sei. Mas se você não está onde deseja, não se conforme, faça o que é preciso fazer para, lá na frente, poder fazer o que você realmente quer fazer.

“Tudo” pode ser muito pouco…

A vida é uma só. Viva. Mas viva, primeiro, pra você. Você não precisa seguir script, não precisa fazer o que os outros querem e esperam para ser aceita. Assim como não precisa matar os seus desejos e sufocar quem você é e o que você quer para ser aprovada.

E não deveria, definitivamente, sacrificar a si mesma apenas para manter o que acha que precisa, mas que não te faz feliz.

Não é sobre ter tudo o que a gente quer. É sobre não ter nada do que a gente deseja. É sobre abafar cada sonho, cada querer, cada vontade com uma suposta necessidade, tentar agradar a gregos e troianos, ter, aparentemente, tudo, e ser imensamente infeliz.

Ter tudo não é o bastante, nunca foi. Mas, olhar para dentro, dar ouvidos aos anseios da sua alma, não ceder aos desejos e expectativas alheias, tomar as rédeas da sua vida e vivê-la a sua maneira pode ser um caminho.

Um caminho pra si mesma, pra vida que, aí dentro, você deseja ter. Pra pessoa que você deseja ser. Ainda dá tempo, você só precisa não se contentar em apenas existir e começar a, realmente, viver.

Beijos, Ju♥




19.11.2013

O Que Você Quer Ser Quando “Crescer”?

Quando você era criança, o que você “queria ser quando fosse adulta”? A pergunta parece fora do contexto, eu sei, mas é que eu quero saber se você anda fazendo o que te faz feliz, aquilo que você sempre quis fazer, aquilo que você mais desejou.

Parece besteira, parece coisa de criança, mas não é. É pressuposto básico pra felicidade. Mas quando a gente “cresce”, esquece disso…

realizar sonhos

Eu já quis ser tanta coisa que não faço nem ideia do que, na verdade, queria ser. Já quis ser antropóloga, socióloga, historiadora (eu amo história!), cientista, astronauta… Já quis muito cuidar de planta, de idoso, de índio… Mas acabei fazendo Direito, porque o campo de atuação é muito amplo e eu poderia fazer várias coisas.

Eu adorei a faculdade. Amei a grande parte das matérias, achei algumas desnecessárias, e entendi que a prática não é pra mim. Não bate, não combina, não “dá liga”. Amo a teoria, mas como na prática a teoria é outra, virei a página, mas não totalmente.

Só que a faculdade me trouxe uma coisa bem boa, porque foi durante a faculdade, mais precisamente no último ano, que tive um “estalo” do que eu realmente gostava de fazer…

realizar sonhos

 É que enquanto todo mundo surtava com a monografia, eu amava tudo aquilo. Lia durante horas seguidas, escrevia por muitas outras horas, mas morria de vergonha de mostrar pro professor de metodologia, acredita? Só fui mostrar na apresentação final, e, por causa disso,  passei 3 unidades tomando bomba, simplesmente porque tinha vergonha, porque acreditava que não era boa o bastante.

E só entendi que escrevia bem quando, mesmo tendo tremido durante toda a apresentação da monografia (apresentei sentada porque não tinha a menor condição de ficar de pé!rs), tirei 10, por unanimidade e com indicação pra publicação (guardo o papel até hoje! huahuahua).

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O fato é que me senti bem perdida quando saí da faculdade e muitas vezes me peguei pensando no que eu “queria ser quando crescesse”… Pensei, pensei, pensei e notei que seja o que for que eu faça, eu  preciso escrever. Não sei me comunicar de outra forma, nunca soube. Eu sou infinitamente melhor escrevendo que fazendo qualquer outra coisa, qualquer outra. Sou capaz de escrever por horas e horas, sobre qualquer assunto (já perdi a conta de quantas monografias fiz pras amigas! rsrs Tá errado, eu sei, mas sempre aprendo alguma coisa…), e não faço ideia de como a coisa brota, de como a coisa acontece.

Não sei ao certo o que fazer com isso,  mas tenho certeza de que é isso que vou fazer a vida toda, de uma forma ou de outra.

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Sabe gente, não é fácil  “sair da caixinha”, do que é programado, do que esperam da gente, mas se tem uma coisa que aprendi é que não dá pra viver de acordo com as expectativas alheias. Não dá, é tiro no pé.

A gente só é bom mesmo fazendo o que gosta. A gente só faz diferente quando faz com paixão, não tem outro jeito. Claro que, muitas vezes, pra chegar ao pondo de chutar o balde e fazer só o que a gente gosta, a gente tem que, antes, fazer o que é necessário, e não tem nada demais nisso. A gente faz o que é preciso fazer justamente pra, mais tarde, fazer o que quiser fazer. É simples, mas não é fácil, claro.

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E uma coisa é certa:  fazer o que a gente não gosta exige um esforço muito grande! Pra mim, então, é mais difícil ainda… É que, tendo TDAH, não consigo  focar em uma coisa que não desperte meu interesse. Incapacidade mesmo, e das grandes.

Então, já que demanda muito esforço fazer o que não gosta, porque não investir no que você gosta, no que realmente te faz feliz? Comece de leve, comece aos poucos, como uma brincadeira até, mas não deixe isso morrer, não sufoque seus sonhos, não esqueça das suas vontades. Não importa “quantos anos” você tem, porque sempre é hora de fazer o que nos faz bem… Toda hora é hora de realizar sonhos, e sempre é tempo de ser feliz!

Beijos

Ju

 

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