Queria muito trazer pra vocês dicas de viagens pra lugares “diferentes”, e hoje um dos grandes amigos que fiz na vida, o Waldyr, que é uma das pessoas mais incríveis que conheço e que mora lá na Austrália (mas é brasileiro, baiano e publicitário), me deu o aval pra compartilhar um pouco das viagens que ele anda fazendo pelo mundo.
Já adianto que Dinho não é “turista”, não viaja como turista e muito menos como “comprador”… Ele é um viajante que mergulha e vive as culturas que conhece, o que resulta em viagens pra lá de incríveis!
Espero que vocês gostem, porque eu babo, e aos poucos vou compartilhando as viagens dele, que são muitas e bem interessantes. Vou começar com Varanasi, na Índia, porque fiquei pra lá de apaixonada pela exuberância das cores.
Varanasi, também conhecida como Benaris, é uma das cidades mais antigas do mundo, localizada as margens do Ganges, sendo considerada a cidade mais sagrada para os hindus (e também para os budistas), sendo ponto de peregrinação para centenas de milhares de fiéis anualmente.
São nas escadarias de pedra, conhecidas como Ghats, às margens do rio Ganges, chamado pelos indianos de Ganga Ma (a “mãe” que purifica o corpo e a alma), que as pessoas fazem seus rituais, cremam seus mortos e tomam banho, sendo essa a principal atração da cidade.
A cidade tem templos bem interessantes, como o Templo Dourado, o Templo de Durga e o Bharat Mata, que foi inaugurado pelo Gandhi e é uma homenagem à mãe Índia.
No Centro Velho tem diversas lojas, escolas de músicas e restaurantes variados, sendo um ponto interessante pra observar um pouco mais da cultura local.
A melhor época para a visitação é no inverno, pois é, geralmente, a época em que a cidade está mais vazia, o que significa mais tranquilidade para visitar, observar e aproveitar os ghats.
Eu amo a Índia e acho que é um dos países, culturalmente falando, mais fantásticos do mundo!
Amo as cores, amo a vivacidade das pessoas, amo a beleza fora do padrão das mulheres, amo a alegria que parece brotar em todos os lugares, e amo muitas coisas mais, mas isso é, aliás, assunto para outro post.
Fico enlouquecida com a quantidade de cores e estampas simbólicas e cheias de significado que essas pessoas usam e, principalmente, com a forma com que essas cores, que deveriam “brigar” entre si, parecem tão harmônicas, sabe?
Isso me faz rever muito meus conceitos de “pode e não pode”, “combina ou não combina” bem como a força que as cores parecem ter, porque em meio a pobreza e a higiene precária, cada uma dessas fotos me remete a alegria, e só!
Isso (a alegria) é uma coisa que me seduz muito na Índia, porque embora as pessoas tenham centenas de milhares de problemas de todos os tipos, essa alegria transborda e a beleza exala, e é uma beleza maior que a pele maltratada, que as roupas, maquiagens e acessórios diferentes do que estamos acostumados.
É uma beleza que deriva do estado de espírito, e por mais clichê que isso pareça, é uma beleza que transborda.
A impressão que tenho quando olho para as indianas é que parece que elas não têm o estado de tensão que nós temos, parecem ser mais relaxadas, mesmo em meio ao caos e a pobreza, e mesmo não estando “na moda”, essas mulheres chamam a atenção, atraem, talvez por serem mais receptivas, mais abertas e, paradoxalmente, mais simples.
No próximo post explico direitinho “esse tipo de beleza”, mas, resumindo, o meu conceito é exatamente o mesmo de Dinho , pois “não adianta você estar linda e combinando se não tiver leveza no olhar, sorriso nos olhos e paz no coração”.
Gostaram? Quero ir pra Índia já!
Beijos e bom domingo!
Ju
* Todas as imagens desse post são de Waldyr Júnior.