Vizcaya
06.01.2020

Sobre Recomeçar

Sempre é tempo de recomeçar, e um dos meus principais objetivos em 2020 é “recomeçar” o blog.

Digo recomeçar porque em 2019 foram poucas as vezes em que consegui sentar aqui e escrever um post.

Ficou tudo meio “pausado” enquanto eu cuidava de dentro, curava feridas, aprendia a lidar com uma rotina completamente diferente e com as dezenas de mudanças que foram acontecendo semana após semana.

O começo

Quando fui morar sozinha no final de 2018 não tinha noção do avalanche de coisas que mudariam também. E em alguns momentos não soube lidar com isso.

recomeçar

Apesar de necessário, foi uma péssima ideia começar uma reforma, que durou mais de 4 meses, morando e trabalhando na mesma casa com quebra quebra todos os dias.

Mais que isso: estando sozinha pra fazer tudo, e quem já passou por reforma sabe que não é pouca coisa.

Minha rotina simplesmente deixou de existir. E mesmo após a reforma não existiu um único mês em que não precisei de pedreiro, eletricista ou encanador pra fazer algum reparo.

Associado a isso, vieram as mudanças internas, o olhar para as próprias sombras e para as dores e feridas que estavam ali adormecidas porque passei anos evitando olhar e, consequentemente, sentir.

É que sentir dói, né? Dói. Muito. Só que não dá pra fugir disso, porque cedo ou tarde a “água transborda”.

E transbordou pra todos os lados, de todas as formas possíveis. E eram tantas coisas que nem sabia por onde começar…

Foi aí que entendi que não tinha mais pra onde correr: precisava cuidar da minha saúde física, mental, emocional e espiritual. Inclusive conversei um pouco sobre esgotamento mental com vocês nesse post aqui, lembram?

Todo esse processo, nos primeiros meses, foram direto “na carne”. Doeu como nunca. E senti como jamais havia sentido.

Mas a Vida foi extremamente generosa comigo e me deu o tempo necessário pra que eu conseguisse começar a me curar e, também, me redescobrir.

O recomeço

E quando finalmente achei que voltaria a ter uma rotina certinha e tranquila, em outubro desse ano, entendi que precisava mudar de casa.

Por sorte encontrei uma exatamente como queria, que não precisava de absolutamente nenhuma reforma, reparo ou coisas do tipo, e que atendia não só as minhas necessidades, mas as do blog.

Mudei no início de novembro e, como é no mesmo condomínio, foi bastante tranquilo. O que não significa que não tenha sido trabalhoso, né?

Porque, como vocês sabem, aqui sou eu pra tudo, e além das minhas necessidades tem as necessidades de Ozzynho e de todos os meus muitos bichinhos.

Nesse momento só um dos quartos, que vai funcionar como acervo e estúdio do blog ainda não está 100% em ordem, mas tudo bem.

Vamos recomeçar?

Tirei as duas últimas semanas pra descansar, colocar a cabeça no lugar e planejar esse ano que, tenho certeza, será incrível pra nós!

Continuo acreditando muito no que nós criamos juntas aqui no blog e quero que isso se fortaleça mais e mais.

Então, voltamos aos posts diários, as dicas, receitinhas e tudo aquilo que a gente ama!

Os stories do Instagram (@jurovalendo, segue lá!) vão servir de complemento pros conteúdos daqui e pra que a gente fique ainda mais próxima. E em fevereiro começo a soltar vídeos no IGTV, combinado?

Além disso, a parte do Ju De Casa vai funcionar no @ju.de.casa (sigam lá!) porque serão muitos posts de feng shui com tudo da casa nova, todo o passo a passo desde o começo, além de decoração, organização, receitinhas e tudo de casa.

Uma coisa importante: pra entregar o melhor conteúdo preciso da ajuda de vocês! Então cliquem aqui e me respondam no formulário o que vocês mais querem e o que não querem ver aqui.

Obrigada por estarem aqui comigo sempre, por não soltarem a minha mão…tamo junta!

Beijos, Ju ♥

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Vizcaya
08.10.2019

Uma Homenagem da NIVEA ao Dia do Nordestino

A NIVEA, que num movimento precioso veio cá pro Nordeste se aproximar e entender cada vez mais da nossa cultura, esse pano que nos veste, e também pra valorizar o que é e tem aqui, me convidou pra homenagear e celebrar a nossa identidade no dia do Nordestino, 08 de outubro, e falar sobre isso com vocês.

Muito prazer, sou nordestina.

E se tem coisa que não escondo, que quero mostrar pro mundo, é a terra onde nasci.
Bato no peito com orgulho de fazer parte desse povo, e quanto mais nordeste sou mais tenho orgulho de ser.

homenagem ao dia do nordestino

Orgulho do meu sotaque arrastado.
Do chão seco de terra batida.
Do nosso riso solto, coração forte e alma pura e valente, que acolhe toda gente.
Do nosso sol quente, nossa terra que ferve.
De mulheres guerreiras, vibrantes e arretadas, que aprendi a admirar desde menina.

Da nossa gente boa e criativa, terra de cultura viva
De gente que brilha nos palcos do mundo e onde chega floresce.

Terra de Paulo Freire, patrono da Educação.
Milton Santos, Nobel de Geografia.
Ruy Barbosa, dos maiores juristas que esse mundo já viu.
Nelson Rodrigues, dramaturgo de primeira mão. E Chico Anysio, Tom Cavalcante, Renato Aragão.
João Gilberto, aclamado em todo o mundo, criador da Bossa Nova. E também Caetano, Bethânia, Gil e, claro, Gonzagão.

Daqui também saiu João Cabral de Melo Neto, Manuel Bandeira, Rachel de Queiroz, Ariano Suassuna, Augusto dos Anjos, Ferreira Gullar, Tobias Barreto, José de Alencar e Castro Alves.

E isso sem falar do meu Amado Jorge, que certa feita disse que “ a Bahia é um estado de espírito”.

Não só a Bahia, Jorge, mas o Nordeste, regado a rapadura, cuscuz e baião.
E a uma gente que não conta com a sorte.
Que aprende cedo a não esperar, a correr atrás, insistir, persistir, fazer acontecer até conseguir.

E nada melhor que nessa data especial bater no peito com orgulho e respeito por ser Nordeste Brasileiro.

E nunca esquecer que o Nordeste é de gente pra gente. E a NIVEA agora também é gente da gente.

Agora me contem o que vocês mais gostam daqui, do que mais têm orgulho, quero saber!

Beijos, Ju♥

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27.09.2019

Sobre Esgotamento Mental

Só hoje, depois de mais de um ano, consegui sentar aqui pra falar com vocês sobre uma coisa que pra mim era uma “fraqueza”: esgotamento mental.

Quando vasculho minhas memórias sempre vejo uma Julliana forte, que sempre fazia e dava conta de tudo, não importavam as circunstâncias.

Na verdade, o normal pra mim sempre foi ser “incansável”, dormir pouquíssimas horas por noite, virar noites estudando, passar 18 horas sentada em uma cadeira “produzindo” porque, afinal, a vida não espera.

Eu tinha (e tenho) sonhos a realizar, metas pra bater, responsabilidades e obrigações. E nunca me passou pela cabeça a possibilidade de não conseguir fazer tudo no prazo que determinei.

E não importava a que custo.

esgotamento mental

E bati muitas metas, realizei muitos sonhos, senti orgulho do quanto eu era “forte”, enfim.

O problema é que eu ainda não tinha entendido que não era uma máquina. Que existiam limites.

E aí, junto com dezenas de coisas maravilhosas que construí, veio junto uma porção de coisas que não apenas eu não queria, mas que negava.

Esgotamento Mental, prazer!

Afinal, o que poderia ser mais importante que tirar 10 em uma prova ou ter 1 milhão de acessos por mês no blog ( que logo depois foi pra 2, 3, 4, 5…), não é mesmo?

Me acostumei tanto a passar dia e noite estudando e trabalhando desde cedo que aos 30 eu mal conseguia sair de casa.

Pior: não via nada de errado. Achava ótimo, aliás, assim tinha mais tempo pra “fazer as minhas coisas”.

Meu corpo e minha cabeça com certeza achavam o contrário, e quando todos os médicos que fui repetiram que eu estava estressada, que precisava desacelerar e ter qualidade de vida achei que eles eram preguiçosos.

Porque né, “tudo agora é estresse”.

Pouco tempo depois tive falência adrenal. Era o corpo berrando. Comecei o tratamento medicamentoso mas não mudei meus hábitos.

Eu ria e revirava os olhos diante dessa possibilidade.

Aí veio a síndrome de Burnout, ” uma frescura, coisa de gente preguiçosa que fica criando desculpa e doença que não existe”.

Estava no máximo cansada, nada que uns dias de férias não resolvessem.

E até tentei tirar férias há uns anos, viajar, mas continuava trabalhando de lá.

“De repente”, com pouco mais de 30 anos, já estava repondo um monte de hormônios e tendo dezenas de sintomas. Era óbvio que a coisa não estava funcionando, mas eu não tinha tempo.

Aí comecei a “falhar”, a não conseguir dar conta de tudo. Logo depois veio uma crise de pânico. Era o calor, obviamente (contém ironia).

O tempo foi passando e no meio do ano passado tive uma viagem a trabalho. Estava em Vitória da Conquista e ia pra Brasília.

Peguei um táxi cedinho, sofri um sequestro relâmpago e passei mais de 1 hora presa em um carro. Durante esse tempo só conseguia pensar que tinha perdido o voo e chegaria atrasada pra fazer o trabalho.

E sim, peguei outro voo algumas horas depois, com 4 escalas, cheguei em Brasília as 23 h e fui direto pro local onde iria fazer a ação. E fiz, fiquei lá até as 5 a manhã.

Não me permiti sentir nada, engoli o choro, o medo, a raiva e todo o resto porque eu não tinha tempo pra isso.

E continuei empurrando com a barriga, sem conseguir dormir e sem conseguir acordar. Sem conseguir produzir. Sem me permitir viver.

A conta, ela chega!

Só que eu não só não enxergava isso como negava todos os diagnósticos possíveis.

Até um dia em que estava tão, mas tão esgotada que não consegui mais chorar. Nem levantar. Nem nada.

Ali, naquele momento, comecei a entender, ainda que superficialmente, o que estava acontecendo comigo.

E decidi, mais por medo que por qualquer outra coisa, me dar todo o tempo necessário, mesmo que isso fosse contra tudo o que eu acreditava. Me dar qualidade de vida.

E aí se passou um ano e agora sim me sinto melhor.

E muitas vezes quis sentar aqui e conversar com vocês. Falar que queria estar produzindo centenas de conteúdo o tempo todo, mas não conseguia.

Era inaceitável admitir que estava esgotada física e mentalmente, inclusive pra continuar, no mesmo ritmo, fazendo o que mais amava.

Não fazia sentido, sabe? Não fazia porque o blog me salvou de muito mais formas do que vocês podem imaginar. Mas naquele momento a única pessoa que poderia fazer isso por mim era eu.

Não foi fácil encarar minhas vulnerabilidades, não saber até onde meu corpo e minha cabeça iriam aguentar. E não era o momento, ainda, de falar sobre isso.

Não foi fácil ter milhões de dúvidas durante esse tempo e deixar de compartilhar um mundo de coisas com vocês, que sempre estiveram comigo.

Quase nada foi fácil, aliás, e tentei de todas as formas possíveis “manter a normalidade”. Não consegui, obviamente, mas fiz o que pude, tenham certeza disso.

E precisava, realmente, estar comigo. Me reencontrar, reconhecer, reconectar e, sobretudo, estabelecer limites. Enxergar uma Julliana além do trabalho e das obrigações. Aceitar me sentir cansada, compreender que tava faltando vida em mim, pra mim.

“Acho” que aprendi. E é bom que tenha aprendido mesmo porque não quero viver isso nunca mais.

E se posso dar um conselho a você é: se dê tempo, tempo pra viver, pra ser você. Respeite seus limites, vá com calma, o mundo não acaba hoje não…

E respeite o tempo das pessoas. Você não tem ideia do que pode estar acontecendo na vida do outro.

No mais, é isso. Tô de volta, tô me sentindo pronta pra isso. Com todo compromisso do mundo com vocês, mas com muito mais leveza. Como deve ser.

Amo vocês!

Beijos, Ju♥

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O que você acha do JV?
Bom dia , eu não conhecia o blog mais entrei hoje e adorei , tem muitas dicas , orientações, e as explicações não são pela…