14.01.2019

Agora Sim, Voltei!

Desde a semana passada estava ensaiando pra escrever esse post, mas acho que ainda não era a hora… Há tempo certo pra tudo, né? E o meu, pra voltar pro lugar que mais amo nessa internet todinha, chegou hoje.

Pela primeira vez nesses quase 7 anos de blog não tivemos posts de Natal nem de Ano Novo, e nunca fiquei tanto tempo sem escrever aqui. Mas foi necessário, porque, como já falei inúmeras vezes, escrever pra mim não é um processo mecânico, é emocional, é orgânico, a coisa brota não sei de onde, sabe como é?

E 2018 foi aquele ano em que vivi 10 em 1, no mínimo. Um ano maravilhoso, de muitas coisas incríveis. Um ano intenso, tenso, com todas as mudanças possíveis acontecendo de uma vez, sem que eu tivesse tempo nem pra respirar.

O problema é que, desde sempre, eu não parava pra sentir e viver essas mudanças e tudo o que elas acarretavam. Eu só passava por cima e continuava porque “não tinha tempo”. E porque não queria ter que sentir certas dores.

A gente acha que pode simplesmente não sentir, né?Mas não pode ser assim… Chega uma hora em que não pode, não dá.

voltei

Ah, sim, agora eu não pareço mais um fantasma com icterícia! E tenho o cabelo curto, tá? Tô me achanyyyyy! hahaha

E a limpeza que 2018 fez na minha vida (êeeee Júpiter em Escorpião que não falha…) foi tão grande, e doeu tanto, que me senti, muitas vezes, imensamente só. E eu também precisava passar por isso, porque a gente não tem tempo a perder e não faz sentir desperdiçar vida com qualquer coisa que não seja “de verdade”, sabe?

Já comecei o bendito do 2018 com uma dor enorme aqui dentro por precisar, naquele momento, finalizar uma história tão importante pra mim, com alguém tão especial, que por muitos anos foi (e sempre será rs) meu porto seguro.

E até agosto foi eita atrás de eita, com a vida esfregando tanta coisa na minha cara que não conseguia nem processar.

Em agosto, do dia pra noite, literalmente, eu me mudei. E, migas, era uma coisa que eu queria muito, e é maravilhoso, mas também dói, porque, de qualquer forma, é uma ruptura, sabe?

No meio disso veio a reforma, que não acaba nunca e tá deixando meu Mercúrio em Virgem, o que sempre tem tudo meticulosamente calculado e planejado, louco.

Hoje, aliás, me peguei abraçada com um saco de massa corrida chorando igual criança porque, por Deus, ou isso acaba logo ou tenho um piri paque, não dá! hahaha

Vale informar, aliás, que no meio disso tudo chegaram mais 5 gatinhos (1 não sobreviveu) que nem os olhos abriam ainda e, bom, manter esses gatinhos vivos, aquecidos e devidamente alimentados nas primeiras semanas não foi fácil…

voltei

Com tudo isso, que não é nem 1% do que aconteceu durante o ano, eu simplesmente não conseguia chegar aqui e escrever. Tava tudo confuso, e eu tava exausta e estressada.

Ainda tô levemente “surtada” mas já temos um cartaz na porta do escritório com a carinhosa mensagem de “Se chamar eu te esgano. Se entrar eu te garguelo”. Tudo com muito amor, claro … hahahahahaha Extremo, mas foi a única forma de conseguir entrar aqui no meu mundinho sem que alguém batesse na porta a cada 5 minutos.

E apesar de tudo isso aí, os últimos seis meses também foram lindos, e tenho milhões de motivos para agradecer, sobretudo porque nunca estive tão perto de mim, nunca me entendi e me aceitei, com todas as luzes e sombras, como agora.

Enfim, é isso… Sobrevivi a 2018, essa loucura maravilhosa, e tô pronta pra 2019. Um 2019 grudada em vocês, com posts como a gente gosta, cheio de coisas úteis e de qualidade, e projetos (novos e antigos!) incríveis, bem do nosso jeito.

Obrigada por estarem aqui comigo. Obrigada por terem continuado quando nem eu sabia como continuar. E vamos lá fazer um 2019 sensacional!

Amo vocês, e não é pouco não!

Beijos, Ju ♥

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29.08.2018

Você se Permite Merecer?

Dentre tantas outras coisas, escrever, pra mim, é também uma catarse. É como coloco pra fora, me analiso, procuro entender a mim e ao mundo. E hoje, depois de me olhar no espelho e soltar um “ei, Julliana, você se permite merecer?”, sentei pra escrever esse post pra tentar encontrar a resposta.

Cheguei nesse questionamento assustada, porque enxerguei ali medo e culpa. Medo por estar a um passo de realizar um sonho, e culpa por conseguir realizar esse sonho.

Deveria ser maravilhoso, é pra ser maravilhoso. Porque bodega, então, eu tô tão apavorada?

Onde foi parar a Julliana que trabalha arduamente para fazer as coisas acontecerem, enquanto repete como mantra uma dessas frases de Instagram que diz “quero dormir todas as noites na certeza de que nada em mim foi covarde“, hein?

se permite merecer

Tava ali paralisada. Tá aqui agora com as mãos no teclado, olhando pra tela com o coração acelerado.

Tem o medo da mudança? Claro que sim. Só que esse não é um medo que me paralisa mais. Mesmo me tremendo toda, eu encaro de frente e faço o que precisa ser feito.

Não é ele que me engole.

A questão é outra… E me lembra muito o desconforto que senti durante a maior parte da vida quando era elogiada.

É como se eu não merecesse. Como se fosse errado merecer.

E aí me dou conta de como é difícil aceitar as minhas realizações e, pior, acreditar que mereço cada uma delas, porque nada foi sorte ou acaso. Foi muito trabalho, e trabalho duro. Foi empenho, esforço,  comprometimento, persistência, paciência, confiança e uma fé absurda que me fez levantar dezenas de vezes, continuar e correr atrás depois de cada queda.

E mesmo tendo consciência de tudo isso, de que mereço sim, e mereço muito, me sinto culpada. E isso é muito cultural.

Não sei de onde vem ou quando começou essa coisa toda, mas o fato é que, inconscientemente, tentamos não chamar atenção, não fazer barulho e não ocupar muito espaço para que o outro não se sinta desconfortável. E, assim, a culpa por causar esse desconforto não venha.

Tentamos nos mostrar “menores” para que os outros se sintam melhores. Para, assim, evitarmos ser chamadas de  arrogantes, esnobes, petulantes.

Percebe a loucura que é isso? Percebe o tamanho do problema? Porque se não conseguimos sequer aceitar elogios sem abaixar a cabeça, como iremos acreditar que merecemos tudo aquilo pelo qual lutamos?

Muitas de nós sequer entende que está tudo bem querer mais, que não é errado não se conformar com pouco, com menos do que a gente quer ou sonha.

Que sermos honestas com nós mesmas, pensarmos mais em nós, fazermos mais por nós  e acreditarmos que merecemos sim, e merecemos o melhor, é o óbvio, o natural. Não tem crime nenhum, tá?

Você não tem culpa de merecer tantas coisas incríveis. Você tem é mérito. E você não só deve se permitir merecer, mas se dar o que merece. Você “fez por onde”, é seu por direito!

Vou ali seguir meus conselhos… Já conto tudo pra vocês!

Beijos, Ju♥

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20.08.2018

Sobre Amizades Abusivas: Cuidado!

Cada vez mais a gente fala sobre relacionamentos abusivos, mas o foco, quase sempre, são os amorosos, quando, na verdade, qualquer tipo de relação pode ser abusiva. Sim, existem familiares abusivos, colegas de trabalho abusivos e, também, amizades abusivas.

E é sobre amizades abusivas que quero falar hoje, já que, a essa altura do campeonato, não era algo que eu imaginasse que pudesse viver.

Vivi esse tipo de situação quando era mais nova, de maneira muito mais branda,  e mesmo assim demorei anos pra entender e me recuperar, porque, não se engane, quanto mais sutil é a coisa, mais demora pra que a gente caia na real. E maior é o estrago.

Eu conhecia exatamente os “sinais”.Tinha absoluta consciência da importância de escolher criteriosamente com quais pessoas dividir a minha vida, porque amigo, pra mim, é sagrado. Amigo é a família que realmente importa, é companheiro, parceiro de vida.

amizades abusivas juro valendo

E, ainda sim, de alguma forma que não consigo compreender, eu não vi, não percebi e sucumbi.

Porque a coisa é muito, mas muito sutil…

Sobre amizades abusivas

A pessoa parece realmente gostar e se preocupar com você. E por achar que é preocupação, que ela quer o seu melhor, você começa a absorver as “observações” feitas constantemente, sempre focadas no que “está faltando”, no que você “precisa melhorar”, porque nada é bom o bastante.

Você não é bom o bastante.

E não importa quantas coisas incríveis você faça, quantas pessoas reconheçam o seu valor, a sua capacidade ou qualquer outra coisa, ela sempre vai, sutilmente, minimizar, desmerecer,  desvalorizar.

E depois de um tempo, sobretudo quando trata-se de alguém que você admira, você começa a acreditar. Acredita que não está à altura, que não é bom o bastante, que não é capaz… E passa a se anular.

Quando chega nesse ponto, minha amiga, sua insegurança já está no topo, a autoestima no chão e você, cheia de dúvidas e medos, simplesmente para de acreditar em si mesma.

Mas não para por aí…

Sabe as suas conquistas? Parecem não existir. Sabe a tua vida, as tuas histórias? Ela não tem o menor interesse. Sabe as tuas dores, aquelas que te despedaçam? São invisíveis pra ela, que sempre está ali falando e descarregando em você todos os problemas do mundo.

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O que você faz? Escuta, pontua, apoia, porque amigo é, também, pra isso, né? E como acha que ela é sua amiga, e faz parte do pacote entender as limitações do outro, se engana dizendo que é falta de tempo, e se recusa a enxergar.

Porque enxergar significa assumir a responsabilidade por tudo isso, por ter permitido que isso acontecesse. Por ter sido fraco.

Eu já tinha entendido, meses atrás, o quanto aquela pessoa me fazia mal, o quanto aquilo era tóxico. A minha intuição, aliás, gritava enlouquecidamente, mas só consegui colocar um ponto final quando, já esgotada emocionalmente, ouvi mais uma vez as coisas de sempre e tive uma crise no meio da rua.

Sabe quando você não consegue respirar? Quando você chora de soluçar até, literalmente, cansar? Foi isso. E só aí consegui me afastar, sobretudo emocionalmente.

No entanto,  ainda questiono, como num post que escrevi aqui,  que droga de carência é essa que faz com que a gente finja não perceber determinadas coisas, sabe? O que é isso que faz com que a gente aceite menos, muito menos, do que dá? Que medo é esse que nos faz manter na vida, como protagonistas, aqueles que sequer deveriam estar por lá?

E me pergunto como, logo eu, tão firme pra tantas coisas, tão da turma do “comigo não”, que não aceito ter o espaço invadido, o tom de voz alterado, que não negocio respeito, me deixei levar…

Ainda não tenho a resposta, mas estou buscando-a, pra aprender de vez a lição.

E vocês, em algum nível, já passaram por isso? Se quiserem ler mais posts como esse é só clicar aqui e/ou participar do nosso grupo fechado lá no Facebook, o Mulher de 30.

Beijos, Ju♥

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