04.01.2018

Que Comece 2018!

E cá estamos nós, no primeiro post de 2018 ♥

Engraçado como isso de virar o ano é tão simbólico, né? Parece que, depois da virada, tudo o que não foi bom pode ser deixado para trás. Que podemos, enfim, recomeçar. Que tudo pode ser novo, que podemos fazer diferente.

E podemos mesmo.

Mas podemos não só na virada do ano. Podemos todos os dias, a cada segundo.

Basta deixar o passado no passado, parar de esperar, começar a se arriscar, a se permitir, a seguir em frente, a por a vida pra andar, a fazer e acontecer.

Basta mudar.

2018

Mude a forma como você enxerga os outros, o mundo e a si mesma. Crie novos hábitos, novas histórias, um novo jeito de viver.

Mude a forma como você se relaciona com você, com seus sentimentos, com sua história. Mude a si mesma, e aí sim, por mais clichê que seja, a vida muda. Tudo muda.

Desate os nós, faça uma faxina na vida, tirando tudo aquilo que não te faz bem, que já não faz sentido. Coloque pra fora toda dor, toda mágoa, rancor, inveja, ódio, tristeza, desgostos… Deixe tudo limpo, tudo leve, abra as janelas da alma e do coração pra que a vida possa acontecer.

E, por favor, pare de se lamentar, de reclamar. O ano (e a vida)  que você tem é o que você escolhe viver. E escolher não é desejar e esperar. É arregaçar as mangas e fazer a coisa acontecer.

Esqueça isso de tentar. Quem quer, faz. Então faça! Faça algo diferente, e faça todos os dias. Faça mais, faça o melhor, construa, com as suas mãos, os dias que você deseja ter, os sonhos que você quer viver.

Uma coisa que não temos mais é tempo a perder. Quase tudo é agora ou nunca, foi essa a lição que 2017 me deixou. Então que seja agora tudo aquilo que depende de nós.

Decida agora, mude agora, faça agora, e deixe que a Existência se encarregue do resto…

O que desejo pra cada uma é que tenham a coragem, a força e a sabedoria de construir o ano maravilhoso que desejam viver. Vocês são muito mais que supõem e podem muito mais do que imaginam, só precisam acreditar em si mesmas, só.

Façam um feliz 2018!

Beijos, Ju♥

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20.12.2017

O Tal do Detox Digital

Adoro um detox, principalmente de coisas, de pensamentos, de comportamento, de vida, e até de pessoas. Agora caí no detox digital. E que coisa maravilhosa, gente!

Só me pergunto porque não fiz isso, assim com tanta eficácia, antes.

Muita gente acha que isso tudo é uma bobagem sem tamanho, mas eu acredito em energia, e acho, mesmo, que tudo aquilo em que colocamos a nossa atenção nos influencia de alguma forma, ainda que inconscientemente, sabe?

Anos atrás era sagrado ler, já no café da manhã, um jornal (impresso, por favor) pra saber das primeiras notícias. E jamais terminava um dia sem “me atualizar”.

Eu queria saber o que estava acontecendo na minha cidade, no meu estado, no meu país, no mundo, o que é ótimo, só que 99% era tragédia ou coisas inúteis, e com isso eu perdia tempo e energia.

Era tanta coisa ruim que eu assistia e lia todos os dias que aquilo começou a me fazer mal. E claro que sei que o mundo não é feito de florzinhas e borboletas, mas ver e ler apenas coisas ruins tinha se tornado tóxico pra mim.

Cancelei a assinatura do jornal (eu sou dessa época, tá? hahaha), de várias revistas, parei de assistir TV. Foi um alívio.

E aí veio a internet.

detox digital

Centenas de perfis incríveis, milhões de novidades, coisas super inspiradoras, tudo ao mesmo tempo, e tudo tão perfeito que era impossível não seguir, não ver.

Com o Instagram, então, fiquei maravilhada. Recebia ali, a qualquer hora do dia, bem mastigadinho, uma “foto inspiração” de tudo que eu “precisasse”, e só tinham campeões em tudo, os melhores, os que conseguem tudo em todas as áreas, com mentes “equilibradas”, corpos “perfeitos”, tudo “perfeito”, tudo.

E, Deus, como eram incríveis aquelas pessoas, aquelas vidas. Ou, como descobri mais tarde, como pareciam ser…

Acontece que de alguma forma tudo aquilo começou a me incomodar, e isso não tem absolutamente nada a ver com aquelas pessoas, mas comigo, sabe? O problema, meus caros, não é o outro. Sou eu.

Eu, que sempre procurei traços de humanidade com os quais me identificar. Que, veja só,  queria poder me inspirar em pessoas tão imperfeitas quanto eu. Que tantas vezes recitei silenciosamente o Poema Em Linha Reta, de Fernando Pessoa (Álvaro Campos), e, assim como ele, me questionei: “Onde é que há gente no mundo?”.

E foi pensando nisso que achei que estava na hora de fazer um detox digital. De parar de seguir semi-deuses. De acompanhar apenas quem, por algum motivo, me proporcionasse, sem nem ter noção, aquela sensação boa de felicidade, de alegria, de acolhimento. De humanidade.

Eu queria, e continuo querendo, gente “normal”, o tal do gente como a gente. E, cara, tem tanta “gente como a gente” fazendo coisas incríveis e inspiradoras, sabe?

Aí aboli um monte de sites e blogs que não me acrescentavam nada, saí de vários grupos que, sinceramente, estavam virando palco de intolerância, cobranças e chatice e, até o momento, parei de seguir mais de 400 pessoas no Instagram. Ainda falta, tô fazendo testes diários, mas, gente, que delícia!

É muito bom “dar de cara”, todos dias”, com coisas que me fazem feliz. Com gente que me diverte, com frases que me fazem pensar, com pessoas que, se mostrando reais, me inspiram, com histórias que me acrescentem, que me façam crescer como ser humano, sabe?

No mais, tenho reduzido bastante o tempo que perdia vendo “nada” na internet. E o WhatsApp, papo pra outro post, silenciei, porque não tem como se concentrar em nada nessa vida checando o celular de 5 em 5 minutos, né?

E o resultado disso tudo é que tô mais leve, mais focada em mim, olhando mais para dentro e menos para os lados. E tudo isso tem me feito muito bem. Recomendo!

Já tentou algo parecido? Divide aí com a gente!

Beijos, Ju♥

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10.12.2017

Sobre coisas que a gente precisa conversar…

Senta aí que hoje a gente precisa conversar…♥

Depois de anos escrevendo todos os dias na internet, e já tendo passado por alguns questionamentos, eu, ainda bem, entrei numa crise. Daquelas fortes, violentas, paralisantes, sabe?

Questionei muitas e muitas vezes o que vinha fazendo, me vi no piloto automático incontáveis vezes, perdida,  resolvi viajar, ficar um pouco comigo, olhar pra dentro e entender o que queria pra mim, pro blog, pra vocês.

Pra muita gente isso é uma besteira enorme, mas desde a primeira palavra que escrevi nessa nossa sala espaçosa me pergunto diariamente porque estou aqui, de que forma estou contribuindo com vocês e com o mundo, o que desejo, posso e consigo compartilhar, qual mensagem eu tô passando, qual é o meu propósito com tudo isso, sabe?

Eu amo a internet, e, como não poderia deixar de ser, a coisa mudou muito de quando comecei. E eu também mudei, assim como vocês.

conversar

“Escrever, pra mim, é o mesmo que viver” Jorge Amado

E isso é maravilhoso, claro, mas pode, também, ser uma armadilha.

Porque essa mesma internet que me deu voz, que me mostrou que falar a minha verdade me torna mais livre e mais forte, que me mostrou que eu poderia sim ser quem eu era, que me deu coragem pra ser quem eu realmente sou também acaba, de um jeito ou de outro, nos forçando a caber numa caixinha pra sermos mais comerciais, pra vender mais, crescer mais, ficar mais conhecida, ganhar mais.

O problema, se é que isso é um problema, é que eu não me adéquo, eu nunca me adequei.

E enquanto escrevo isso ouço o riso solto daquela guria que fui um dia, aquela que se via assombrada diante da vida por nunca caber em canto nenhum, por jamais ter encontrado um lugar pra si e, inexplicavelmente, esse coração teimoso bate feliz.

Feliz e com a alegria imensa de, mesmo já tendo balançado algumas vezes, temerosa, não ter rompido jamais a unidade entre o que acredito, o que sou e o que faço. E, mais ainda, por ter a certeza de que jamais romperei.

Sei exatamente de tudo o que precisei abrir mão, de tudo o que passei para, simplesmente, “escrever na internet”. Pode ter sido tranquilo pra maioria, mas pra mim, filha única de uma mãe que apostou todas as fichas, com o que tinha e não tinha, pra que a filha fizesse uma faculdade e fosse Advogada (e eu sou), não foi fácil.

Foram anos escrevendo sem receber absolutamente nada em troca. Anos trabalhando em outro lugar para conseguir manter o blog, ao tempo em que via a decepção e a desaprovação nos rostos mais amados todos os dias.

“Escrever, pra mim, é o mesmo que viver…”

vamos conversar juro valendo

” Não nasci pra famoso nem pra ilustre, não me meço com tais medidas. (…) Menino grapiúna, cidadão da cidade pobre da Bahia, onde quer que esteja não passo de um simples brasileiro andando na rua, vivendo.” Jorge Amado

Foram anos de planos deixados de lado, de olhar para os lados e ver a vida de todo mundo acontecendo e as minhas sementes, recém plantadas, ainda germinando, bem devagarzinho.

Pode parecer bem poético agora toda essa história de fazer o que a gente ama, e eu amo escrever, mas na real não foi nada fácil. Na verdade, e desculpem a expressão, foi difícil pra caramba! Foi enlouquecedor.

Todo esse processo me transformou de inúmeras formas. Jogou no lixo meu orgulho, destroçou o meu ego, me afastou de muita gente, me fez duvidar de mim, colocou minha vida de cabeça pra baixo,  me isolou do mundo que eu conhecia, mas, de alguma forma, foi, pouco a pouco,  me aproximando cada vez mais de mim mesma.

E é exatamente por isso, e por tantas outras coisas que seria impossível escrever aqui, que hoje, mais do que nunca, opto por manter o compromisso, dos meus começos até hoje, e, assim espero, até a última linha que venha a escrever, de só fazer o que acredito, do jeito que acredito, sendo leal a quem está comigo, a quem está aqui por mim.

Como já disse tantas vezes, sou criadora de conteúdo, eu escrevo. É isso o que eu faço, é disso que gosto, é nisso que acredito.

Cada um tem o direito de criar como melhor lhe aprouver. O meu jeito é escrevendo, é contando histórias, é compartilhando conteúdo.

Nada tenho contra quem faz diferente, acho maravilhoso, só não é a minha escolha. Minha história é outra.

Não sou e nem tenho a menor intenção de ser celebridade virtual, muito menos “propagandista”. Assim como não tenho seguidores e jamais desejei ter fãs. Tenho leitores, amigos virtuais ou, como preferem  Mainha e Deide, “amigos imaginários rs” que compartilham comigo suas vidas e me permitem fazer parte delas.

Pessoas que leem, gostam e confiam no que escrevo e indico porque sabem qual é, desde a primeira linha aqui escrita, o meu compromisso.

“Não nasci pra famoso nem pra ilustre, não me meço por tais medidas.”

conversar

E é escrevendo que quero alcançar cada vez mais pessoas. Pessoas incríveis, com vidas reais, assim como a minha. É escrevendo que quero poder ser cada vez melhor, pra levar sempre o melhor, pra acrescentar, pra fazer diferença, pra continuar tendo a confiança de cada uma de vocês.

Espero que a minha palavra continue tendo, para cada uma, valor. Porque só assim posso continuar fazendo o que amo e influenciando da forma mais bonita e verdadeira que for capaz.

E tudo isso sem precisar me espremer em caixinha alguma, sendo exatamente quem eu sou: uma menina simples de uma cidade pequena do interior, que já foi descartada “n” vezes por ser considerada “caipira” demais, normal demais, gorda demais e até por ter tido, vejam só, a “audácia” de não só assumir publicamente que tem déficit de atenção como dizer que isso não tem nada demais, mas que se tornou uma mulher forte, que não tem vergonha nenhuma de ser quem é e que,  a duras penas, aprendeu a acreditar em si mesma.

Uma mulher que ousa sonhar, e sonha muito. Que transforma sonhos em objetivos e, mesmo com TODOS os ventos contrários, batalha todos os dias para conquistar cada um deles. E vem conquistando.

E tudo isso devo a mim, que tive a sorte de confiar no meu coração, na minha intuição e nesse Deus maravilhoso que está ao meu lado em cada segundo de cada dia; a sorte de, mesmo vacilando vez ou outra, insistir em acreditar, correr atrás, batalhar, não abaixar a cabeça e fazer, aos troncos e barrancos,  a coisa acontecer.

E devo a vocês, que me pegaram pelas mãos e me trouxeram até aqui. Que me ensinaram e continuam me ensinando tanto. Que me fazem crescer, que me fazem muito maior, muito melhor.

E é justamente por isso que agora tudo está claro e calmo aqui dentro. Que tenho certeza de que estou no caminho certo, e que não, não vou com a maré, porque aí não seria eu. E isso, sinto informar, não é negociável.

Vou continuar fazendo o meu melhor, do meu jeito, do nosso jeito, como quero e acredito, até o fim.

Foi desse jeito que nos tornamos o blog de beleza mais acessado do país em 2017. Foi desse jeito que comecei a escrever pra uma revista de um país que não o meu. Foi e é desse jeito que tenho a confiança de milhões de mulheres incríveis, que mesmo na correria da vida, com tantas novas possibilidades, continuam aqui, dia após dia, ano após ano.

Então, obrigada por tudo, eu com vocês sou, sempre, muito mais!

E aproveito pra deixar aqui um formulário (é só clicar na seta e rolar que as perguntas aparecem) pra que vocês possam deixar sugestões, coisas que gostariam de ver aqui no blog e nas redes, e o que não gostariam também, tá?

E pra quem ainda não viu nossos grupos e nossas redes, vou deixar tudo aqui pra vocês, é só clicar:

Beijos, Ju♥

 

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