25.12.2014

Sobre o Vício em Celular e a Eterna Falta de Educação

Se tem uma coisa que me deixa retada da vida é ser “trocada” por um celular. Acho de uma falta de educação absurda, sabe? Não só de educação, mas de gentileza.

Como assim que você sai com as pessoas e não presta atenção no que elas estão falando? Como assim não olha pra elas, não interage, não se interessa pelo que elas falam?

Celular é ótimo, Whatsapp é fantástico e não vivo sem Instagram, Facebook, Twitter, Pinterest e por aí vai. Passo o dia inteiro conectada e, no meu caso, é essencial, só que quando estou com alguma pessoa ao lado (ok, exceto aquelas que não gosto rs) evito usar o celular e prefiro cultivar aquela relação,  porque, afinal, aquela pessoa está ali “gastando” o tempo dela comigo e o mínimo que posso fazer é retribuir na mesma moeda.

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Ou seja, o problema não é o celular ou as redes sociais, o problema é o mal uso que se faz deles.

E esse “mal uso” tem chegado a níveis lastimáveis, e não é raro ver duas pessoas em uma mesa sem que uma sequer olhe pra outra. Diálogo então, nem pensar!

Cadê as risadas, as conversas calorosas, o partilhar a vida? Cadê o jogar conversa fora, o bater resenha ou coisas do tipo? Não existe mais, exceto por uma fração de segundo, pra uma foto no instagram, pra gerar a ilusão de que as pessoas estão realmente se divertindo, quando, na verdade, cada uma está teclando com fulano ou sicrano e deixando os outros de lado.

Não, não tem nada demais postar uma foto ou outra, responder uma mensagem urgente ou atender a um telefonema, mas acontece que a coisa está bem longe disso, né?

Eu já fui muito tolerante com isso e já tive um quase vício também, mas anotei, como uma das minhas “resoluções de ano novo”, não participar mais desse tipo de coisa. Se estiver em uma mesa, em grupo, e a pessoa não olhar pra mim, não conversar, não se interessar pelo que está acontecendo ali naquele momento, dou as costas e ponto final.

vício-em-celular

Se estiver com uma só pessoa e ela me ignorar pra ir brincar de internet, levanto e vou embora. Vou mesmo, até porque não tenho cara de figurante de rede social, né?

Acho que as pessoas estão tão viciadas na vida virtual que estão esquecendo a vida real, esquecendo de construir e alimentar relações fora da telinha, como se a vida virtual tivesse tomando – mesmo – o espaço da vida real, o que é uma pena.

E é pensando nisso que faço aqui um pedido: quando estiver com alguém, esteja realmente com esse alguém. Converse, pergunte, compartilhe, viva aquele momento, tenha a gentileza de ceder o seu tempo e a sua atenção pra pessoa que está ao seu lado, e tenha a educação de não agir como se o outro fosse um enfeite.

A internet é maravilhosa desde que se faça bom uso dela, mas passa a ser uma prisão, e das piores, quando te escraviza, porque não existe prisão pior do que aquelas que a gente não consegue ver. E sim, mesmo que de ouro, grilhões ainda são grilhões.

Beijos

Ju

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