Vizcaya
04.08.2013

Coisas Que Aprendi Aos 30

Eu detesto tarde de domingo porque a gente nunca tem o que fazer, fica cheia de preguiça e, consequentemente, pensando besteira. E foi isso que fiz hoje, parei um pouquinho pra pensar  que daqui a 10 dias faço 31 anos.

É engraçado isso de idade porque quando, anos atrás, me imaginava com essa idade tinha uma ideia completamente diferente do que realmente está sendo. Tá sendo muito melhor, aliás.

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Eu jurava que 30 anos era tipo “a porta do envelhecimento”  e morria de medo de passar por esse marco porque achava que não poderia fazer as coisas que sempre gostei  por não ser  “adequado” pra idade, mas hoje vejo o quanto isso é besteira, porque continuo sendo tão “menina”  como sempre fui e continuo fazendo as coisas que gosto, do jeito que gosto sem sequer lembrar que o tempo passou. Quem lembra disso, sempre,  são os outros.

Sim, a pele muda, o corpo muda, o metabolismo muda, e isso pode não ser lá muito bom, mas tem uma coisa que muda, e muda pra melhor: a cabeça!

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Eu não tenho as inseguranças que tinha aos 20. Eu não tenho as dúvidas que tinha aos 20. Eu não paraliso de medo como já paralisei muitas vezes, e passei a ter a força e a coragem que nunca imaginei que teria. Eu me conheço muito mais e me permito muito mais também. Eu sei exatamente o que quero e, principalmente, o que não quero. Eu aprendi a dizer “não” e aprendi que era muito mais importante ser quem eu realmente era do que ceder aos desejos e vontades alheias pra ser “aprovada ou aceita”, porque isso me isolava de mim mesma, e esse era o maior erro que eu poderia cometer.

Aprendi, finalmente, a “deixar ir”, a “deixar viver o que precisa viver e morrer o que precisa morrer”. Eu não sou mais tão ingênua quanto era antes, mas continuo acreditando no bem.  Parei de me cobrar tanto, de me criticar tanto e de me punir tanto. Parei de olhar para os lados e comecei a olhar pra dentro e a cuidar de dentro, que é onde, afinal, tudo acontece.

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Aos 20 eu me achava a dona da verdade e me ofendia quando alguém me criticava ou pensava diferente de mim. Aos 30 eu aprendi, e cada vez aprendo mais, que eu sei muito pouco e que isso é maravilhoso, porque me permite aprender cada vez mais. Passei a aceitar as críticas e valorizá-las como atos pontuais de cuidado, e valorizo e respeito   quem pensa diferente de mim, porque sem discordâncias não existe crescimento e cada um tem o direito de pensar o que quiser. Aprendi, enfim,  a aceitar as pessoas como elas são e a amá-las sem “se” e independente “de”.

Aprendi que não preciso de muito pra ser feliz e que tudo o que eu acreditava que me traria felicidade era pura ilusão. Aprendi que nada pode me fazer feliz se eu não estiver feliz, e isso só depende de mim.

Aprendi que querer esganar uma pessoa não me impede de amá-la. Ao contrário, porque já quis esganar meus amigos mais queridos pelo menos uma dúzia de vezes (e tenho certeza que eles quiseram me esganar 10 vezes mais!) e continuo dizendo que eles são os melhores do mundo.

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Aprendi que não preciso “ir longe” pra viver bons momentos, porque não foram poucas as vezes em que tomar vinho quente de garrafão  com meus amigos na calçada da rua ou num boteco qualquer me fez infinitamente mais feliz, proporcionou  as melhores risadas e me divertiu  milhões de vezes mais do que o melhor vinho no melhor restaurante de Paris (que eu nem achei tão bom assim…).

Ainda preciso aprender muitas coisas, conhecer muitas coisas e viver muitas outras coisas, mas hoje, muito mais do que 10 anos atrás, eu tenho certeza que estou no caminho certo, fazendo as coisas do jeito certo e, melhor, não tenho a afobação que tinha antes, e isso, sinto muito, não tem preço!

E, falando em preço, se envelhecer é o preço que se paga pra  não morrer de ansiedade todos os dias, tenho que dizer que vale demais e que não troco isso por nada no mundo!

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É… A  verdade é que  não trocaria a Ju de hoje pela Julliana de 10 anos atrás “nem a pau”, porque  quanto mais a gente vive, mais experiências tem, e nada no mundo é mais interessante e mais bonito do que uma pessoa que vive muito, experimenta muito e conhece muito.

E que venham os 31…

Beijos

Ju

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