19.08.2017

Juro Valendo Para Todas!

Esse post de hoje é pra contar uma novidade, que é simples mas muito importante pra mim, e também pra pedir a ajuda de vocês pra que o Juro Valendo Para Todas funcione da melhor forma possível.

Quando comecei o blog, lá em 2013, prometi pra vocês que escreveria para todas as mulheres. Mulheres de todos os lugares, idades, classes sociais, níveis culturais e por aí vai. E achei que estava indo bem.

Até que recebi um e-mail de uma leitora contando que a irmã adorava meus posts, mas, por ser deficiente visual, dependia dela pra ler, o que me fez entender que não adianta escrever para todas se o meu conteúdo não chega, do jeito que eu gostaria, em cada uma.

E isso ficou na minha cabeça por dias…

juro valendo para todas

Fui pesquisar sobre o assunto, entender como funcionavam as opções de acessibilidade nos computadores e celulares e, depois, conversei algumas vezes com essa leitora e com a irmã dela, sobretudo para entender porque ela esperava a irmã pra ler ao invés de usar programas de voz que fazem a leitura da tela, sabe?

O que entendi é que, no caso do blog, que é pessoal, que tem uma proximidade muito maior que um portal, por exemplo, e que cria um relacionamento, os programas de voz que fazem a leitura da tela, e que são maravilhosos sim, acabam deixando a coisa não tão “próxima”.

Isso jogou por terra a ideia de contratar uma empresa para transformar meus posts em áudio, porque teria o conteúdo, mas não teria a entonação, o jeito de falar, a proximidade…

E aí decidi que todos os meus posts terão uma versão em áudio (tanto incorporados no post como no SoundCloud). Dessa forma garanto não só que meu conteúdo chegue para quem tem alguma deficiência visual, dificuldade de leitura ou mesmo para quem não tem tempo de ler, mas que chegue da forma que eu gostaria, com o outro “me reconhecendo”, sabendo que estou falando com ele, pra ele, entende?

Os conteúdos antigos ganharão a versão em áudio aos poucos, porque são mais de 2.500 posts, mas farei o possível para que todos os posts do blog possam ser acessíveis para a maior quantidade de pessoas no menor espaço de tempo possível.

Falei sobre isso nas redes e a Ciça, que é minha leitora e conterrânea, indicou o #PraCegoVer, uma iniciativa incrível idealizada pela professora baiana Patrícia Braille, que “tem por princípio a audiodescrição de imagens para apreciação das pessoas com deficiência visual.”

Ainda não sei como, mas vou tentar adequar isso aqui no blog e usar um avaliador de acessibilidade, mas fiquei bem feliz de ver que marcas que uso e gosto, como Avon, Maybelline e Quem Disse Berenice?, além de gigantes do mercado, como Coca-Cola e Skol, já usam o #PraCegoVer.

Sei que ainda tô longe de fazer com que o nosso conteúdo chegue, de forma igual, para todas as pessoas, mas tenham certeza que tento, todos os dias, fazer o melhor.

Então, se tiverem alguma sugestão, algo que possa ajudar não só os deficientes visuais, mas todas as outras pessoas, falem, por favor. Juntas, com certeza, podemos fazer muito mais!

P.s: e agora cês podem ler meus posts com sotaque, roncos de Ozzynho, trapalhadas e tudo mais! hahahaha

Beijos, Ju♥

28.07.2017

Vamos Falar Sobre o Rodrigo Hilbert

Faz tempo que as redes sociais “falam” sobre Rodrigo Hilbert, e já vi textos engraçadíssimos pedindo pra alguém dar um freio no moço, que estava levando a coisa a patamares inalcançáveis.

Mas o que o Rodrigo faz de tão diferente pra chamar tanta atenção?

Hummm, vejamos… Além da genética abençoada (Deus benzaaa hahaha), ele é bem sucedido, famoso, cozinha muito bem, lava, passa, faz ioga, casa de madeira, chapa para churrasqueira e crochê, é “pau pra toda obra”, gente boa, se diverte com a molecada, cuida da avó, é espiritualizado, se preocupa com a natureza, é bom pai, bom marido, boa pessoa.

Alguém viu algum feito extraordinário aí? Eu não.

Me parece muito óbvio que quem suja tem que limpar. Que quem bagunçou tem que arrumar. Que quem quer comer deve cozinhar. Que a roupa que você sujou, você deve lavar, passar, guardar. Que cuidar de si e de suas coisas é o básico do básico.

rodrigo hilbert

Que ter um filho vem com o pacote cuidar, educar, criar, amar. Que ter uma pessoa ao lado é uma parceria, onde os dois compartilham a vida e o dia a dia de forma igual. Que ser amigo de seus amigos e cuidar dos que você ama quando eles precisam é o natural.

Que é bom saber se virar, aprender coisas diferentes e não precisar gritar por socorro até pra bater um prego. Que se preocupar com a preservação da natureza é uma necessidade indiscutível, porque é o mundo em que você vive, e pra viver você depende, evidentemente, dele. Que ser solidário e estender as mãos para quem precisa, quando você pode fazer, é pressuposto básico de humanidade, e não motivo para palmas e confetes.

E isso, gente, vale pra todo mundo, pra homem e pra mulher.

Só que na “vida real” não é o que acontece, né? A “regra” é que a mulher seja cozinheira, faxineira, governanta, costureira, babá e mãe dos filhos e do marido/namorado. Porque isso, dizem, “é coisa de mulher”.

Mas não é, é coisa de gente, e fazer cada uma dessas coisas é obrigação de todos.

Isso não significa que você não possa fazer nada pelo outro, que tudo tem que ser calculado. Não, tudo deve acontecer muito naturalmente, você pode fazer o que quiser, mas como opção e não porque é sua “obrigação como mulher”.

Não é sua obrigação carregar o peso de “criar” marido/namorado, como se ele fosse um incapaz. Ele é gente, assim como você, é plenamente capaz, e tem que agir como tal, ué.

E isso vale pra você também, tá? Não existe isso de “coisa de homem”, e quanto mais habilidades você tiver, quanto mais coisas você souber fazer, melhor pra você.

Então, sim, Rodrigo Hilbert parece ser um cara bem legal e cheio de habilidades, um desses que, não deveria, mas ainda é raridade hoje em dia. Só que ele não eleva o patamar, ele faz o que os outros deveriam fazer.

Não é que ele seja “demais”. É que a imensa maioria ainda se comporta como se “de menos” fosse o bastante, simples assim.

Beijos, Ju♥

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03.07.2017

Quando Tudo Não É O Bastante…

O post de hoje não era sobre quando tudo não é o bastante. Mas, quando sentei para escrever olhei o calendário aqui do lado e percebi que a primeira parte do ano passou. E passou “voando”.

Parei pra pensar no que tinha feito nos últimos 6 meses e imediatamente lembrei de um texto que li no Facebook sobre desejos e necessidades. Não sei se a autoria é real,  se Marco Aurélio Lobo existe e é um psicanalista lá de Anápolis, mas cada vez mais vejo que, como ele disso,  “supervalorizamos nossas necessidades e desrespeitamos nossos desejos”.

E isso mata. Mata nossa alegria de viver,  os sorrisos, as gargalhadas, a espontaneidade. Dizima os nossos sonhos, silencia nossa voz, apaga o nosso brilho, devasta a nossa alma e destroça o que dá de mais sagrado em nós: a força da vida.

quando tudo não é o bastante

Os desejos a que me refiro não são materiais. Não estou falando de bens de consumo. Estou falando dos desejos da alma. De amores, de paixões, de amizades, de realizações, de vida. De tudo aquilo que nos faz sentir vivas, que faz o coração vibrar.

Porque não faz sentido ter amigos que não são amigos, só pra fingir que não está só. Manter relacionamentos, de qualquer tipo, por comodismo, porque “precisa” ter alguém, porque esperam que você tenha alguém. Porque você precisa casar.

Não dá pra passar a vida trabalhando com o que você não quer, fazer todos os dias o que não te faz feliz e contar os segundos para que chegue o final de semana para que você possa, enfim, respirar.

Todo mundo precisa trabalhar e os boletos não param de chegar, eu sei. Mas se você não está onde deseja, não se conforme, faça o que é preciso fazer para, lá na frente, poder fazer o que você realmente quer fazer.

“Tudo” pode ser muito pouco…

A vida é uma só. Viva. Mas viva, primeiro, pra você. Você não precisa seguir script, não precisa fazer o que os outros querem e esperam para ser aceita. Assim como não precisa matar os seus desejos e sufocar quem você é e o que você quer para ser aprovada.

E não deveria, definitivamente, sacrificar a si mesma apenas para manter o que acha que precisa, mas que não te faz feliz.

Não é sobre ter tudo o que a gente quer. É sobre não ter nada do que a gente deseja. É sobre abafar cada sonho, cada querer, cada vontade com uma suposta necessidade, tentar agradar a gregos e troianos, ter, aparentemente, tudo, e ser imensamente infeliz.

Ter tudo não é o bastante, nunca foi. Mas, olhar para dentro, dar ouvidos aos anseios da sua alma, não ceder aos desejos e expectativas alheias, tomar as rédeas da sua vida e vivê-la a sua maneira pode ser um caminho.

Um caminho pra si mesma, pra vida que, aí dentro, você deseja ter. Pra pessoa que você deseja ser. Ainda dá tempo, você só precisa não se contentar em apenas existir e começar a, realmente, viver.

Beijos, Ju♥

O que você acha do JV?
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