03.08.2016

Parar de Tomar a Pílula Foi a Melhor Decisão da Vida!

Nunca, em nenhum momento, me imaginei dizendo isso, mas o fato é que parar de tomar a pílula foi a melhor decisão que tomei na vida!

Já contei por aqui (veja nesse post) que usei anticoncepcional de forma contínua por 18 anos, porque menstruar, pra mim, sempre foi um pesadelo. Fora isso, a liberdade de não precisar se preocupar com essa chatice, como sempre falei, era boa demais, então a hipótese de voltar a lidar com tudo isso sequer passava pela minha cabeça.

Até que meus hormônios ( LH, FSH, Testosterona, Dehidroepiandrosterona, Estradiol e Progesterona ) deram piti, saíram do controle e, no final do ano passado, apresentaram níveis extremamente baixos, o que explicava muitos dos sintomas que eu tinha.

E isso sem falar da fadiga adrenal crônica (nem tem nada a ver com a pílula, mas é um problema que tenho), que já vinha tratando há anos, do inchaço e das crises absurdas de dor de cabeça, coisa que quem me acompanha nas redes sociais lembra muito bem.

parar de tomar a pílula ju lopes juro valendo

Nada, absolutamente nada, melhorava a minha “enxaqueca”, e como com hormônio eu não brinco, preferi seguir a recomendação de meu nutrólogo, único, aliás, que pediu exame pra tudo isso aí, e, depois de conversar com minha ginecologista, suspendi a pílula.

Nos primeiros dias foi um Deus nos acuda, literalmente. Tudo ficou muito ruim, meu humor mudou completamente, a pele e o cabelo ficaram péssimos e eu quase peço arrego.

Mas, ao mesmo tempo, comecei a me sentir mais “viva”, mais animada, com muito mais disposição para todas as coisas. Ah, e isso sem falar na libido, que melhora absurdamente, né? E libido é tudo, gente, tudo!

O inchaço também começou a reduzir, assim como a vontade de beliscar o tempo todo, a alimentação acabou ficando mais equilibrada e, pouco a pouco, meus sintomas foram reduzindo, sendo que vários desapareceram.

Mas, o que mais me impressionou foi que as dores de cabeça que me deixavam enlouquecida por dias, coisa que sentia há anos,  simplesmente sumiram. Já senti dor de cabeça dia desses, mas foi por causa da gripe, e foi uma dor muito diferente da que costumava aparecer.

Ainda estou tentando me habituar com a melancolia que sinto uns dias antes da menstruação chegar, mas hoje, mais de 6 meses depois de parar de tomar a pílula, sequer penso na possibilidade de voltar.

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Claro que ela não é “a bruxa má”. Ela fez e faz muito pelas mulheres do mundo todo. Só acho que as coisas precisam ser mais claras, que os ginecologistas precisam mostrar quais são os riscos, solicitar exames, alertar, orientar, sabe?

Pra que a gente exerça o nosso poder de escolha da forma correta é essencial ter consciência de tudo o que pode acontecer, de todos os prós e contras, e é isso o que está faltando.

E quanto a pergunta que todo mundo faz, sobre qual método utilizar, sempre acreditei que é preciso usar a camisinha, porque só ela vai proteger das doenças sexualmente transmissíveis, e um outro método, porque não sou o tipo de pessoa que corre riscos desnecessários em relação a minha saúde e nenhum método é 100% seguro.

Minha opção, além da camisinha, era o Diu de cobre, porque não quero (nem posso!) usar nenhum método hormonal, mas desisti, então, nesse momento, é só ela mesmo.

E sim, mesmo estando em uma relação estável, sempre vou usar camisinha, gente, não tem conversa, não tem essa de confiança não. Confio sim, mas em relação a isso não existe discussão possível, porque em primeiro lugar está, sempre, a minha saúde, e jamais me colocaria em risco, jamais.

As estatísticas estão aí pra provar que o maior índice de sífilis e HIV em mulheres é justamente nas casadas ou com relacionamentos estáveis, que, obviamente, não usam camisinha.

Então, a minha escolha (é uma questão de escolha e não estou aqui pra julgar quem escolhe diferente de mim) é sempre pela minha saúde, porque o amor é lindo, a paixão é uma coisa maravilhosa, o sexo é incrível, mas não vale o risco (desnecessário…) de “pegar” uma doença incurável.

Alguém mais já passou por isso, já parou de tomar? Pretende voltar? Compartilha aí com a gente!

Beijos, Ju♥

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30.05.2016

Vivendo sem pílula: o quarto mês

Hoje é dia de vivendo sem pílula, e vou responder várias das perguntas que vocês fizeram nas últimas semanas, porque ô assunto pra render, viu? rs Esperei um tiquinho mais pra fazer esse post porque notei que algumas coisas que melhoraram no começo pioraram depois, enquanto outras fizeram o caminho inverso, e agora, 4 meses depois do último comprimido, já consigo ver com mais clareza a parte boa e a parte ruim desse processo.

Pra quem quiser ver os posts em sequência, com tudo bem explicadinho, vou colocar os links aqui antes de continuar, tá?

Vivendo sem pílula: o quarto mês

Meu principal problema com a pílula, e que me levou a suspender o uso, foi hormonal, e mesmo não me sentindo confortável com o fato de menstruar novamente depois de 18 anos livre dessa praga, entendi que tinha alguma coisa de errada com meu organismo,  que isso estava diretamente ligado ao uso da pílula e que precisava resolver o problema.

Nos primeiros dias, confesso, a coisa foi complicada e eu fiquei, literalmente, insuportável. Além da irritação extrema, me sentia cansada, sem vontade de fazer nada e com muito, muito sono, o que, provavelmente, foi uma reação do organismo a falta de hormônios sintéticos.

Pouco depois a coisa virou e fiquei cheia de energia, senti o corpo começar a desinchar, o humor estabilizar e nem a pele nem o cabelo tiveram nenhuma mudança, o que me deixou mais animada ainda. E o  melhor é que a menstruação, que dura só 2 dias,  veio sem grandes dramas: nada de cólica violenta ou TPM monstra.

Mas, logo depois, a pele começou a jorrar óleo, assim como o cabelo, e mesmo cuidando direitinho a coisa ainda não normalizou. Na verdade, agora começaram a surgir espinhas, o que me deixou meio surtada, porque né, espinha aos 33 não é legal!

Outra coisa que comecei a notar é que meu humor muda completamente perto do dia 28 de cada mês, e ao contrário do que acontecia antes, não fico muito brava ou irritada nesse período, mas sim melancólica, sensível, triste e chorona, coisa que não é exatamente a minha cara, né?

Tenho dificuldade em lidar com tristeza, sobretudo quando não tem motivo,  não é uma sensação que me deixe confortável, porque eu não sou assim, eu já acordo dando risada e animada (é de matar, eu sei! hahaha), e por causa disso voltei a tomar o 5HTP semana passada.  Já senti que a coisa deu uma estabilizada, porque dessa vez eu tô me aguentando, coisa que não tava acontecendo, porque, gente, eu tava chata demais, nossa! rs

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Com certeza estou mais ativa, com ânimo de fazer as coisas, inclusive as que não gostava muito, como malhar, coisa que, aliás, tô focada nas últimas semanas e querendo cada vez mais (milagres acontecem, pois é hahaha). Minha alimentação está bem mais equilibrada e são raras as vezes em que tenho aquela vontade absurda de comer alguma besteira, coisa que sempre acontecia de noite.

A celulite melhorou mais de 50% e é notório que o corpo desincha, mas volta a inchar um pouquinho perto do dia 28. Como não menstruava há muitos anos, perdi essa noção de “ciclos”, de fases, sabe? Tudo era muito estável, e agora tô tentando me acostumar com o fato de que em determinados dias do mês o corpo muda e eu fico mais sensível.

Muitas dessas coisas podem ter a ver com a suplementação dos hormônios (testosterona, estrogênio, progesterona, cortisol e melatonina), que faço com o acompanhamento do nutrólogo e da gineco, mas no geral o saldo tem sido muito mais positivo que negativo.

Tô me sentindo infinitamente melhor e mais viva, e eu, que sempre defendi com força a suspensão da menstruação (era uma maravilha, gente!), não pretendo voltar a tomar anticoncepcional porque, no meu caso, a liberdade de não precisar menstruar custou caro, bagunçou meus hormônios todos e afetou minha qualidade de vida.

Além disso, como estou me sentindo melhor sem ele, não vejo razão para, caso meus médicos liberem, voltar a usar. Sério, acho muito mais fácil lidar com oleosidade em excesso e algumas alterações de humor do que com os problemas que tive, sabe? Agora vamos ver o que acontece nos próximos meses, né? E fiquem tranquilas que volto aqui pra contar tudo procês!

Mas, como já disse aqui antes, não demonizo a pílula de jeito nenhum. Ela é maravilhosa, ajudou e continua ajudando muita gente. Só que, pra mim, a longo prazo, não fez bem e precisei parar.

Beijos, Ju♥

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09.04.2016

Porque Parei de Tomar Pílula Anticoncepcional

E não pretendo voltar!

Prometi que atualizaria vocês sempre que possível sobre a suspensão da pílula, e como tiveram muitas perguntas, preferi esperar a consulta com o meu médico, pra ver o resultado de todos os exames e só depois vir aqui falar com vocês e, enfim, explicar porque parei de tomar pílula anticoncepcional.

Como já disse por aqui antes, tomei pílula por 18 anos de forma ininterrupta para não menstruar (veja aqui: Sobre não menstruar por 18 anos) e me recuso a demonizá-la, porque, gostem ou não, ela ajudou e ajuda milhões de mulheres em todo o mundo, e não dá pra negar isso, sabe? No mais, o fato de, nesse momento, ela ter causado problemas não é justificativa pra negar os inegáveis benefícios que ela proporcionou não só pra mim, mas para as mulheres do mundo todo.

E, antes de “começar” a falar sobre os meus motivos para suspender o uso do anticoncepcional, quero deixar claro que o que aconteceu comigo não vai, necessariamente, acontecer com todo mundo, porque cada organismo responde de uma forma, e eu não tenho a menor intenção de levantar bandeiras contra o uso da pílula. A minha bandeira é, e sempre será, a da escolha pessoal, desde que bem informada e responsável.

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Porque Parei de Tomar Pílula Anticoncepcional

Há alguns anos comecei a ter problemas hormonais e precisei fazer a reposição da progesterona e do cortisol, esse último por causa da fadiga adrenal crônica, além de outras coisas, como melatonina, vitamina D, etc.

A reposição do cortisol foi uma benção na minha vida, porque vivia exausta sem motivo (Reposição de cortisol: eu faço), assim como a da melatonina, que regulou meu sono e acabou com a minha insônia (Reposição de melatonina: pra dormir muito melhor) e da progesterona, que estava muito baixa e, junto com o estrogênio alto, causava a minha TPM (Reposição de Progesterona), que era absurda e melhorou bastante com a reposição.

Com o tratamento, passei um tempão super bem, mas nessa de “tô sem tempo” acabei deixando a coisa meio de lado, meio capenga, e no final do ano passado comecei a sentir um monte de coisas, inclusive febre com hora marcada, apatia, falta de concentração e uma dificuldade enorme para emagrecer, dentre outras coisas que comentei lá no Snapchat (jurovalendo, segue lá!).

Como febre baixa com hora marcada é meio que um alarme, procurei meu médico e fiz todo tipo de exame que vocês puderem imaginar, até pra descartar alguma coisa mais séria, mas não deu nada (exceto níveis hormonais extremamente baixos), e a febre desapareceu quando fui pra Porto Seguro e passei vários dias de pernas pro ar (Existe febre chantagista? Tô desconfiada…).

Só que os outros sintomas continuaram, e cada vez mais fortes. Acontece que nessa agonia de começo de ano acabei protelando as coisas e enrolando pra marcar consulta, mas pelo menos segui a recomendação de suspender o anticoncepcional, já que todos os meus médicos achavam que os meus sintomas estavam relacionados ao meu descontrole hormonal, e que isso tinha relação com o uso ininterrupto do anticoncepcional por tanto tempo.

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Nos exames do final do ano passado meus níveis de Estradiol, Progesterona (que eu já fazia reposição), LH, FSH, Testosterona e Dehidroepiandrosterona (DHEA) estavam absurdamente baixos, então além de suspender o anticoncepcional pra ver como o meu organismo reagiria, comecei a fazer a reposição dos hormônios, e aí é uma novela porque o DHEA, por exemplo, não pode ser vendido no Brasil (assim como a melatonina…), então sobre algumas coisas eu nem posso falar por aqui.

Mas, o fato é que a suspensão do anticoncepcional e a suplementação dos hormônios têm me ajudado muito, e a diferença mais visível é no meu ânimo, na minha alegria e no meu humor, o que afeta diretamente a minha qualidade de vida, porque eu estava tão apática que cheguei a cogitar que isso era um quadro depressivo.

Mas não era, era carência hormonal mesmo, e existem dezenas de estudos que falam exatamente sobre isso, sobre a “depressão hormonal”, então acho que vale o alerta, sabe?

Claro que nem tudo são flores, principalmente no início, e é lógico que tô odiando ter que menstruar e detestando essa oleosidade louca na pele e no couro cabeludo (falei disso nesse post: Vivendo sem pílula), mas os benefícios que tenho tido superam isso aí de lavada.

A cada dia me sinto melhor, mais viva e mais animada (a libido melhora muitoo, viu, gente? Acho digno avisar! rs), e enquanto estiver me sentindo assim não passo nem perto da pílula e não largo, por nada no mundo, meus hormônios!

Alguma de vocês já passou por isso? Divide aí com a gente! E fiquem tranquilas que quando sentir qualquer coisa diferente volto aqui e conto pra vocês!

Beijos, Ju♥

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