Vizcaya
29.10.2015

A Infelicidade é contagiosa: cuidado!

Muito cuidado mesmo!

Estados emocionais, pra mim, são tão contagiosos quanto as doenças, só que mais perigosos, porque minam o nosso emocional e esgotam a nossa energia sem que a gente sequer perceba, e a infelicidade é um dos que mais quero longe de mim, porque sim, a infelicidade alheia te contamina, afeta teu bem-estar, tua alegria, teu ânimo e acaba por tomar conta de você.

Essas palavras podem soar egoístas num primeiro momento, mas é só raciocinar direitinho pra  perceber que faz todo sentido, e se ainda achar que é egoísta, quero dizer que o egoísmo altruísta é essencial na vida, para desesperos dos ingênuos, porque sem ele, aliás, é impossível permanecer vivo, que dirá viver.

infelicidade é contagiosa

Quando falo de infelicidade, não estou falando de pessoas que estão passando por problemas reais, que tiveram perdas de diversos tipos, que têm doenças, que têm motivos para estarem momentaneamente infelizes. Eu já tive perdas, e não foram poucas, e sei bem que nesses momentos a gente não é feliz, que a tristeza toma conta e que o luto precisa ser vivido, coisa que já falei, aliás, nesse post aqui.

A diferença é que eu, como a maioria das pessoas, já estive infeliz em alguns momentos, mas não fiz pacto com a infelicidade, nem fiz dela a minha morada. Sim, estar é bem diferente de ser, e é preciso não só entender, mas saber diferenciar isso.

E tem gente, e não é pouca,  que não só é infeliz, mas que cultiva a infelicidade, que se alimenta dela e a espalha pelo mundo, como uma verdadeira praga. E o pior é que, não raras vezes, é difícil distinguir, sobretudo quando a gente não conhece muito, os que estão realmente passando por momentos difíceis, e merecem todo o nosso apoio, com aqueles que são, em si, parceiros da infelicidade, porque o infeliz contumaz veste, o tempo todo, a carapuça da vítima.

E eles não querem ajuda, querem platéia, querem alguém pra confirmar o quanto são injustiçados e sofredores. Claro que seria ótimo se conseguíssemos trazer essas pessoas pro outro lado, pro lado da felicidade, mudar seus padrões, mas o que acontece, e falo isso por experiência própria, é justamente o contrário: nós, sem sequer notarmos, somos arrastados para esse mar de infelicidade, e ai de quem não enxergar isso a tempo!

infelicidade

É preciso entender que os infelizes por vontade própria não passam de vampiros emocionais, coisa que, aliás, já falei por aqui uma vez, e enquanto você estende a mão, com compaixão, para ajudar, eles sugam tudo de bom que há em você e conseguem te deixar a cada dia pior.

Há quem diga que isso é besteira, que as pessoas que convivemos não nos afetam tão diretamente assim, mas concordo plenamente com Clarissa Pinkola Estes quando diz, no livro Mulheres Que Correm Com Os Lobos (falei sobre ele nesse post aqui), que “a escolha criteriosa de amigos e companheiros, para não falar nos mestres, é de importância crítica para continuar consciente, para continuar intuitiva, para manter o controle sobre a luz incandescente que vê e sabe.”

E é por isso que, hoje, acho que a única solução é se afastar, numa espécie de “quarentena”, pra evitar perda de energia, de tempo e de vida, porque as pessoas com as quais convivemos influenciam não só no nosso estado de espírito e no nosso emocional, mas na pessoa que somos a cada dia, e a pessoa que eu quero ser, pra mim e pro mundo, não é alguém que espalha sombras, que é feita delas, mas alguém que espalha luz, que é feita de luz, pra que o máximo de pessoas possa ser “contaminada” com essa luz e a absorva, numa espécie de “osmose emocional”.

E você, o que quer? É bom pensar nisso!

Beijos, Ju♥

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