15.12.2015

Mulher de 30: Dá Pra Ser Feliz Sem Ter Uma Carreira?

Dá pra ser feliz como você quiser!

No dia do post da Glamour, várias meninas levantaram a questão do “ser feliz sem ter uma carreira” e achei que seria legal falar disso por aqui, já que, afinal, o que é felicidade pra um pode não ser para o outro, e não tem nada de errado nisso.

Errado é querer rotular as pessoas, é querer dizer o que elas devem fazer ou sentir, como elas devem viver. Errado, pra mim, é o tal do “você tem que…”. Porque, se as pessoas são diferentes, e todas elas são, como é que se pode tentar fazer com que elas se encaixem no mesmo padrão e queiram as mesmas coisas? Não dá!

O que me parece é que, por termos chegado tão longe em relação às gerações passadas, por termos conquistado tanto, e em tantos aspectos, espera-se que todas nós desejemos uma carreira, que nos dediquemos loucamente a ela e que ela seja prioridade em nossas vidas.

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E espera-se também que sejamos excelentes esposas, mães exemplares, irmãs, filhas e amigas maravilhosas e por aí vai. Esperam mesmo, e esperam muito mais.

Só que nem todo mundo quer uma carreira, assim como nem todo mundo quer casar ou ter filhos, e felicidade, nesses casos, é justamente isso. Se pra você, workaholic assumida, a carreira é prioridade absoluta e felicidade suprema, pra vizinha aí do lado impossível mesmo é ser feliz sem ver os filhos crescerem, acompanhando todas as fases, todos os dias, enquanto pra amiga da porta da frente felicidade é uma profissão estável, um casamento feliz, filhos crescendo e cachorros brincando.

Tudo é questão de ponto de vista, e a coisa é bem simples mesmo, viu? É bem aquilo que já falei por aqui: cada ponto de vista é o ponto de vista de um ponto (Leonardo Boff, a Águia e a Galinha). Ou seja, o que é felicidade pra um não é, necessariamente, pra outro, porque né, o que seria do verde se todo mundo gostasse de azul?rs

Tenho uma amiga, advogada, que jamais exerceu a profissão porque nunca quis, porque o sonho dela era casar e ter filhos, e ela é muito feliz assim. Tenho amigas que amam suas profissões e nem pensam em deixá-las de mão ( e tenho outras que detestam também rs). Tenho amigas, duas, que jogaram tudo pro ar, e enquanto uma foi se dedicar ao projeto mais importante da sua vida, criar sua filha, a outra, a Ma (lembram dela?), foi estudar arte pelo mundo. Tenho amigas que trabalham por dinheiro e só. E tenho um amigo (sim!) que trabalha pelas férias, porque o que ele quer é viajar o mundo, e é isso o que ele faz há alguns anos.

E todos eles estão, dentro de suas realidades, bem felizes com suas escolhas.

Mas, o julgamento alheio não deixa de existir, e cada um deles é julgado de uma forma. Ou porque trabalha demais, ou por só pensa em férias, ou porque deixou de trabalhar para cuidar dos filhos, ou porque não pensa em filhos, ou porque se dedica demais ao relacionamento, ou porque não tem tempo para o relacionamento e por aí vai.

As pessoas julgam mesmo, inclusive eu e você, e vão julgar sempre, mas o que os outros falam é problema deles, porque fruto das experiências deles, não tem nada a ver com você e não deve servir de farol pra pautar a sua vida e as suas escolhas.

Essas, aliás, devem ser feitas de acordo com os anseios do seu coração. E só!

Beijos, Ju♥

18.11.2015

Mulher de 30: Essa é a Vida que Você Quer Ter?

Pra pensar um tiquinho...

E eis que, em plena quarta-feira de uma primavera que mais parece verão, venho aqui meter o dedo na ferida e cutucar a onça com vara curta com uma pergunta cabeluda dessas: “essa é a vida que você quer ter”?

Não que seja da minha conta o que você faz com sua vida, claro, mas resolvi escrever sobre isso depois do choque que tomei quando, conversando com meu grupo mais íntimo de amigas, percebi que quase todas estavam perdidas, insatisfeitas e sem saber como mudar isso. E fiquei triste, muito triste, de perceber que algumas, mesmo estando com buracos enormes dentro do peito, se acomodaram com isso e assumiram o “a vida é assim”.

Não, não é, ou, pra ser mais exata, não precisa (nem deve) ser!

O fato é que desde cedo nós somos “condicionadas” a cumprir papéis, e assim, seguindo um script determinado, vamos em frente, durante toda a vida, pra agradar aos pais, a família, os amigos e todos aqueles que criam expectativa em relação ao nosso futuro, às nossas escolhas e a vida que, acreditam eles, nós deveríamos ter.

E é seguindo esse roteirinho de mentira que, muitas vezes, depois de anos de insatisfação e frustração, nos olhamos no espelho e questionamos, já sabendo a resposta, se era essa a vida que nós queríamos ter. Não, não era, mas a gente mentiu tanto, pra nós e pros outros, que acabou acreditando que era aquilo mesmo que nós queríamos, e, pior, construímos uma vida inteira ao redor daquilo. E agora, depois de tudo pronto, o que podemos fazer?

essa é a vida que você queria ter

Conhece essa historinha? Eu conheço, e conheço bem, porque ela já foi minha, e como disse lá no Face semana passada, é a história da maioria absoluta das minhas amigas, e, pelo que vi, das minhas leitoras também, que mandaram mensagens e e-mails emocionados falando que, em resumo, não faziam ideia do que estavam fazendo com  a própria vida.

Eu não tenho receitas, e o que tem funcionado pra mim pode não funcionar pra você, mas uma coisa é certa: ou você muda, e muda por você, ou vai continuar na zona de conforto, com um sorriso falso no rosto, jogando o resto da sua vida fora.

O que é preciso, e isso deveria ser ensinado desde muito cedo, é fazer o que se gosta, e isso não só em relação a profissão, mas a casamento, filhos e a forma como você quer levar a sua vida, e isso só você sabe, porque já está aí, dentro, mesmo que você não consiga ou não queira ver.

O problema é que, na grande maioria dos casos, o que a gente gosta não é exatamente o que a gente gostaria de gostar, o que garantiria uma vida segura, com status e “reconhecimento”, essas coisas tão essenciais no “mundo dos adultos”.

Pois é, minha gente,  nem todo mundo nasceu pra ser médico, advogado ou engenheiro, e a menos que você entenda e assuma isso pra si mesma,  é alta a probabilidade de passar toda a sua vida procurando coisas para preencher o vazio que tem aí dentro e gastando fortunas em compras e mais compras, entretenimento instantâneo e terapeutas diversos,  na esperança de, quem sabe, “entender” o que te deixa tão deprimido numa vida que tem tudo o que todo mundo poderia querer.

Muitos até conseguem entender qual é o “X” da questão, mas não sabem o que fazer com isso, afinal, como administrar “o X da questão” com  filhos, família,  responsabilidades e contas pra pagar? Ah, minha amiga, aí é uma questão de planejamento: primeiro a gente faz o que precisa fazer, pra só depois fazer o que quer fazer. Não é fácil não, eu bem sei disso, mas é simples, e com muito planejamento e disciplina, o que é mais difícil, a gente chega lá.

Só que,  em muitos casos, a questão é um pouco “mais embaixo”: muitos de nós são viciados em reconhecimento, além de acomodados e vaidosos demais pra meter as caras no desconhecido e encarar uma mudança. E é por isso que a maioria deixa seus sonhos escorrerem pelo ralo e continuam a viver uma vida mais ou menos.

E nem pense que eu estou dizendo que viver os próprios sonhos é fácil. Ao contrário, é muito, muito difícil, e o preço que se paga por isso é bem alto, como falei, aliás, nesse post aqui, e sim, na maioria dos casos as pessoas vão achar que você enlouqueceu e vão tentar te “parar”, mas sabe de uma coisa? O que os outros vão pensar só diz respeito a eles, e a opinião de ninguém vai preencher o buraco que tem aí dentro.

Portanto, o meu conselho, se é que posso dar, é um só: olhe pra dentro e responda, do fundo do coração, se essa é a vida que você realmente queria ter, e se não for comece a, de um jeito ou de outro, “recalcular a rota”, que é o mínimo que você pode fazer pela pessoa mais importante da sua vida, que é você mesma!

Beijos, Ju♥

30.09.2015

Depois dos 30 não pode? Pode, pode sim!

Pode tudo e muito mais!

Acho engraçado como, com o passar dos anos, o “pode ou não pode” começa a ser determinado pela idade, como se depois dos 30 (ou dos 40, 50, etc) a gente não pudesse mais fazer um monte de coisas simplesmente porque “não fica bem”.

Não sei vocês, mas nas minhas escolhas diárias sequer lembro que já passei dos 30 e muito menos cogito a hipótese de deixar de fazer algo que quero por ser ou não “adequado” para a minha idade, porque, sinto muito, não é a contagem dos anos que determina as minhas escolhas.

Não vou deixar de usar o cabelo comprido ou de cortar uma franja porque isso “é coisa de menina”, como disseram por aqui esses dias. O “é coisa de menina” não é da minha conta, não tem importância pra mim e não vai, nem a pau, influenciar na forma como eu corto ou deixo de cortar o meu cabelo, como vivo ou deixo de viver a minha vida.

E isso, aliás, vale pra (quase) tudo, porque de roupa a sapato, passando por maquiagem, acessórios, perfumes,  viagens e tudo o mais,  sempre tem alguém pra dizer que “não fica bem”, que” não é adequado”.

depois dos 30 não pode

Como assim não fica bem, ô? Como assim não pode? Pode, pode sim! Pode depois dos 30, dos 40, dos 50, dos 100, se for o caso, basta você querer. O que não pode, mas não pode mesmo, é deixar de fazer o que você quer e ter a vida que você deseja por causa do  julgamento alheio.

Portanto, se o que você quer é  usar cores “doces”, estampas fofas, “roupa de menina”, preto da cabeça aos pés ou qualquer outra coisa, use! Quer maquiagem nada discreta, bijus enormes e tudo o que você tem direito? Tá esperando o que pra usar? Quer tentar uma faculdade nova, trocar de emprego ou fazer um mochilão pelo mundo? Se joga, amiga!

Não quer ter filho, não quer casar, não quer emprego fixo ou uma casa linda e com flores na janela? Não tem problema, é uma escolha,  ela é toda sua e de mais ninguém. É a sua vida e você tem todo o direito de viver da forma que quiser, sem que o outro te aponte o dedo por isso, porque afinal, é bem aquilo que se diz por aí: vida, cada um cuida da sua.

A vida é (ou deveria ser…) isso aí, é cada um cuidando da sua e arcando com as consequências das próprias escolhas, sabe? O que não pode é se limitar, deixar de ser o que se é, de vestir o que quiser e de traçar o próprio caminho por medo do que os outros vão achar, até porque, sempre vão achar alguma coisa mesmo, não é?

E sabe de uma coisa? Deixe, menina. Deixe que digam, que pensem, que falem, como bem diz a canção. E não se limite não. Você pode tudo, você pode mais, com 20 ou com 100, desde que seja isso que te faça feliz.

Você não tem como controlar o que os outros pensam ou dizem, mas tem como mudar o que sente em relação a isso, não deixando que o julgamento de quem quer que seja interfira na sua vida, e isso é o mais importante.

E você precisa entender, de uma vez por todas, que na sua vida quem manda é você, e isso inclui poder decidir todas as coisas, desde o brinco que quer usar até o rumo que quer tomar.

Sim, o poder de construir (e reconstruir quantas vezes quiser) a sua história e a sua identidade é seu e somente seu, e esse, assim como a responsabilidade que esse poder acarreta, você não pode, sob hipótese alguma, transferir para ninguém. Pense nisso!

+ Mulher de 30

Pra ver mais posts do “mulher de 30” é só clicar aqui, e se gosta desse tipo de conteúdo, clica no coraçãozinho aqui embaixo e fala aí nos comentários, porque é assim que “descubro” as preferências de vocês e preparo os posts que vocês mais gostam!

Beijos, Ju♥

03.08.2015

Mulher de 30: 5 Mudanças Que Você Precisa Fazer Já!

Daqui a pouco mais de 10 dias faço 33 anos e mudei tanto de um tempo pra cá que muitas vezes sequer reconheço a pessoa que já fui um dia. Mas, nunca mudei tão rápido, e tão profundamente, quanto nas últimas semanas…

O fato é que essas mudanças estão me fazendo um bem enorme e acabaram desencadeando uma série de mudanças em minha vida e “desempacando” coisas que eu simplesmente não sabia como lidar, sabe? Pois é, o tal do efeito borboleta existe, e qualquer movimento que a gente faça, por menor que seja, gera coisas que, somadas a outras, se tornam muito maiores do que a gente poderia imaginar.

5 Mudanças Que Você Precisa Fazer Já!

E de todas essas mudanças que fiz em mim, porque tudo começa dentro de nós, não tem jeito, as cinco que julgo mais importantes são essas:

1. Aprenda a dizer “Não”!

Talvez essa tenha sido uma das coisas mais difíceis de aprender, e é, na verdade, um exercício diário. Sempre tive dificuldade com isso, mas finalmente entendi que dizer sim pra todos é, em muitos casos, dizer não pra mim mesma, e eu preciso ser o centro da minha vida, preciso, primeiro, dar atenção as minhas necessidades e ponto final.

Aprender a dizer não, a dizer que não gosto, não quero, não aceito e não permito tem feito com que os limites estabelecidos sejam respeitados, e agora já não me sinto tão sugada e sobrecarregada como me senti tantas vezes.

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No mais, me ajudou a ter mais clareza, a ser mais clara comigo e com os outros, a dizer exatamente o quero e não quero, o que facilita demais a vida e é, acima de tudo, libertador!

2. Se afaste de quem não te faz bem

Já parou pra pensar na quantidade de gente ao seu redor que, de verdade, não te faz bem, mas que você, por diplomacia ou comodismo, simplesmente deixa como está? Não, não é preciso brigar ou nada do tipo, a coisa é bem mais simples, embora não seja fácil: é só se afastar.

Se afaste, corte, fique longe e não se acomode ao lado de pessoas, sejam elas quem forem, que não te façam feliz, que não te coloquem pra cima. Se a pessoa não te dá alegrias, não compartilha, não te impulsiona, ela não tem que estar na vida sua vida, e cabe a você, exatamente agora, tirá-la de sua vida, sem dó nem piedade.

5 Mudanças Que Você Precisa Fazer Já!

Pra quem acha que é exagero, sugiro a leitura desse post aqui, sobre vampiros emocionais!

3. Tome as rédeas da sua vida!

Todo mundo, em um momento ou outro, acaba fazendo o que é esperado e não o que é desejado, acaba aceitando demais, esperando demais e agindo de menos, até que isso se torna um padrão e a pessoa se anula de tal forma que fica “invisível”.

Acho que isso tem muito a ver com a dificuldade de dizer não, com não ter clareza e com a tal da acomodação, mas a verdade é que se a gente não assume o que é, o que quer e não coloca a mão na massa, nada acontece e a vida não muda, porque, parafraseando Chico (o Buarque),  quem espera nunca alcança!

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4. Pare de se punir por erros passados

Todo mundo erra o tempo todo… Erros grandes, erros pequenos, erros gigantescos, mas você não pode ficar preso a isso, porque, infelizmente, não dá pra mudar o que aconteceu. Se perdoe, peça perdão ao outro, ainda que seja apenas no seu coração, e siga em frente.

Seus erros não definem quem você é, e não podem te limitar, porque a sua vida não pode, nem deve, ser “ditada” por uma coisa que já passou. O importante nesse processo é aprender com cada um desses erros,  não repeti-los e tornar-se uma pessoa melhor, maior, mais sábia.

Pra quem quiser ler mais sobre isso, fiz um post aqui sobre como usar nossos erros a nosso favor, é só clicar aqui pra ver!

5. Se valorize!

Dia desses estava conversando com a Viih Rocha (@viihrocha, sigam lá que o insta dela é de arrasar!) e ela disse uma coisa que é a mais pura verdade, mas a gente esquece: você precisa se valorizar, você precisa priorizar quem te prioriza e ponto final.

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Isso vale pra tudo na vida, pra todo tipo de relação, tanto emocional quanto profissional, porque, meu amor, se você não valoriza a mulher incrível que você é e o trabalho que faz, quem vai te valorizar? Ninguém!

Portanto, aprenda que reciprocidade é tudo na vida: goste de quem gosta de você, valorize quem valoriza você, seja leal a quem é leal a você e por aí vai. E se você tem problemas com isso, siga meu bom conselho e leia esse post aqui, ele é pra você!

+ Mulher de 30

E vocês, o que acham que precisam mudar? E quais mudanças já fizeram e acharam que foi muito importante? Quero saber!

Beijos, Ju♥

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  • Mudar de profissão nunca é fácil, bem sei como é difícil lidar com as dúvidas, as angústias e, também, com o julgamento alheio.

Mas acredito, também, que fazer algo que a gente ama não tem preço. Que alegria, felicidade e realização não têm preço.

A @isadorabacelar.r também acha, encarou a mudança e contou tudo pra vocês lá no blog. 💕
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