Vizcaya
22.06.2015

Óleo de Rícino: Usos Para o Cabelo e a Beleza!

Depois daquele post com uma “máscara” de óleo de rícino, também conhecido como óleo de mamona, para ajudar no crescimento de cílios e sobrancelhas (post aqui), várias leitoras comentaram que usavam óleo de rícino no cabelo e adoram os resultados por muitos motivos.

Fiquei super curiosa e fui me “inteirar” do assunto, porque né, se o bichinho é tão bom a gente precisa conhecer, mesmo que ele seja fedido e indicado como laxante (pois é…).

O que é e para que serve

O óleo de rícino, também conhecido como óleo de mamona ou castor oil, é rico em sais minerais, vitamina E e ácidos graxos, como o ácido oleico, linoleico, linolênico, palmítico, esteárico e, principalmente, em ácido ricinoleico, que tem ação emoliente e ajuda na retenção da água, o que mantém pele e cabelo hidratados.

Claro que ele possui outras propriedades e indicações importantes, mas vou me restringir a área da beleza, tá?

óleo de rícino no cabelo

Óleo de rícino para o cabelo

Nos fios, o óleo de rícino tem ação hidratante, já que ajuda a reter água (e sim, existem óleos de ação hidratante), e nutritiva, sendo indicado pra revitalizar os cabelos, sobretudo os mais secos e ressecados.

A forma mais comum de usar é pra potencializar máscaras, como falei nesse post aqui, ou em umectações, como mostrei aqui. Mas é ótimo, também, pra pontas duplas e ressecadas, e a forma de usar é como expliquei nesse post aqui.

Quando o cabelo está com as pontas muito ressecadas, vale aplicar o óleo de rícino nas pontas antes da lavagem, deixando agir por 1 hora e lavando normalmente em seguida.

Aplicado diretamente no couro cabeludo, dizem ser eficaz pra remover as toxinas lá depositadas e combater as infecções e fungos que podem causar a queda dos fios. Por causa disso, é indicado também para oleosidade excessiva no couro cabeludo, sobretudo quando existem fungos e bactérias estimulando a produção de óleo pelas glândulas sebáceas.

Nesse caso, o ideal é aplicar um pouco do óleo no couro cabeludo, massagear e lavar em seguida, sem deixar agir por muito tempo.

Suas propriedades antifúngicas ajudam a combater a caspa e também previnem a descamação do couro cabeludo.

Cresce cabelo mesmo?

Também ajuda no fortalecimento do cabelo e, por melhorar a circulação sanguínea local e estimular a atividade celular no couro cabeludo, dizem que ajuda no crescimento dos fios. Mas aí o uso deveria ser, principalmente, no couro cabeludo, acompanhado de uma massagem suave.

Conheço muita gente que já usou o óleo de rícino pra estimular o crescimento dos fios ou pra reduzir a queda, mas como não usei por tempo suficiente pra ter certeza, não posso afirmar a eficácia nesse aspecto.

O cuidado deve ser com a quantidade usada, já que se usado em excesso ele deixa o cabelo extremamente pesado e pegajoso, sabe? No meu cabelo, das vezes que usei, a medida é de uma colher daquelas de chá, daí vou molhando as pontas dos dedos e espalhando, mas a medida vai depender do tamanho e volume do seu cabelo.

Ah, já li alguns textos que afirmam que esse óleo ajuda a encorpar os fios, mas não encontrei nenhum estudo que embase essa teoria, então não tem como afirmar se funciona ou não, só testando mesmo!

óleo-de-rícino-no-cabelo

Na pele, na sobrancelha e nos cílios

A função do óleo de rícino na pele é, basicamente, hidratante, e geralmente seu uso é conjugado com outros óleos ou cremes. Sua indicação é para peles secas, já que ajuda a reter a umidade na derme, e também para peles oleosas, já que tem ação adstringente, é pouco comedogênico e reduz a proliferação bacteriana.

Rico em vitamina E, tem ótima ação cicatrizante, sendo, por isso, muito indicado para prevenção de cicatrizes e estrias (a estria é uma cicatriz), bem como no tratamento de estrias recentes (as vermelhas).

Também pode ser usado  no ressecamento do calcanhar ou misturado com o creme para combater o ressecamento dos pés, e também para queimaduras solares, mas sempre misturado com algum creme de hidratação, jamais aplicado diretamente sobre o local.

Já vi indicações dele para celulite, mas não há nada que indique ele trate esse problema. O que pode acontecer é melhorar o aspecto da pele, dando a sensação de que as celulites estão menos visíveis.

Sua aplicação na sobrancelha e cílios melhora o crescimento e deixa os fios mais grossos e fortes. É preciso bastante cuidado ao aplicá-lo nos cílios, para que não caia nos olhos, e a forma correta de aplicação, tanto para cílios quanto para sobrancelhas, está nesse post aqui.

Nas unhas e cutículas

Nas cutículas prefiro usar o óleo de rosa mosqueta, na receita caseira para afinar cutículas que ensinei aqui no blog, mas pode-se usar também o óleo de rícino, que vai ajudar na hidratação das cutículas e, assim, proteger mais as unhas, ajudando no seu fortalecimento.

Pode-se usar o óleo diretamente nas unhas, 2 ou 3 vezes na semana, antes de dormir, ou fazer a receitinha que falei acima.

Contraindicações e cuidados

Embora não existam estudos que comprovem, o uso tópico do óleo de rícino não é considerado totalmente seguro para gestantes, lactantes e crianças de até 12 anos. Ele também não pode ser aplicado nas orelhas, na boca e nos olhos.

Já a sua ingestão, que não é o tema do nosso post, mas é comum para quem deseja um efeito laxativo, é contraindicado para pessoas com colite ulcerativa, doenças inflamatórias intestinais, doença de Crohn, doenças intestinais, cólon irritável, gestantes, lactantes, crianças ou qualquer pessoa que tenha sintomas de obstrução intestinal.

Preço e onde comprar

Pra quem gosta desse óleo e deseja um muito bom, indico o da Laszlo, que vem com 120 ml, custa R$42,00 (compre aqui) e é extra-virgem, de uso cosmético.

Mas, se você ainda não conhece e quer fazer um teste, vale experimentar os que são vendidos em farmácias, geralmente em potinhos de 30 ml, que são bem baratinhos (R$5,00, em média). Ah, vale lembrar que esses últimos são vendidos como laxantes!

Para conferir todas as receitas caseiras com óleo de rícino para pele e cabelo é só clicar aqui. E se você já usou o óleo de rícino no cabelo e tem algum segredinho, divide aí!

Ah, e se alguém aqui já testou o óleo de rícino pro crescimento capilar, conta aí como foi a experiência!

Beijos, Ju ♥

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Vizcaya
15.04.2015

Cabelos Secos: O Que Fazer?

Quem tem cabelos secos sofre com a falta de brilho, com os fios armados, com aquele aspecto de palha de milho, dentre muitas outras coisas, e a gente precisa saber cuidar pra manter os fios bonitos, né? É sobre isso que a gente vai prosear hoje!

Cabelos secos x cabelos ressecados: tem diferença!

A primeira coisa  que precisa ser entendida é que cabelo seco não é sinônimo, necessariamente, de cabelo ressecado. Quem determina se o cabelo é ou não seco é a quantidade de oleosidade que é produzida pelas glândulas sebáceas, e se a produção for baixa essa “oleosidade natural” não consegue chegar no comprimento e pontas, o que resulta num cabelo sem brilho e sem vida.

cabelos secos o que fazer e como cuidar

Já o ressecamento pode ocorrer em qualquer tipo de cabelo, seja ele oleoso, misto, normal ou seco, e isso pode ser causado por vários fatores: sol em excesso, água do mar e da piscina, produtos “errados”, químicas capilares, deficiências nutricionais e até algumas doenças.

Cuidados na Lavagem

A lavagem é uma das coisas mais importantes pra saúde do cabelo, e já falei disso nesse post aqui (clique aqui), e quando o cabelo é seco os cuidados são redobrados.

Nada de usar água muito quente, porque isso pode desregular a produção sebácea, deixando o cabelo mais oleoso num primeiro momento, mas muito mais seco em seguida por causa do tradicional efeito rebote.

O uso de shampoos mais agressivos não é recomendado, pois eles vão remover mais intensamente essa oleosidade da raiz, que nos cabelos secos é pouca, e isso vai deixar o cabelo ainda mais seco. O ideal é sempre optar por shampoos mais hidratantes e/ou nutritivos, daqueles que limpam sem agredir e deixam o cabelo macio “de cara”, sabe?

Nesse post aqui tem uma seleção com meus shampoos preferidos, e dos bons e baratos adoro o de Hidro-Cauterização da Pantene (resenha aqui), que é excelente para cabelos secos.

Os condicionadores também precisam ser mais potentes e servirem não só pra amaciar os fios, mas pra tratar, pra repor, mesmo que minimamente, mais hidratação e nutrição. Gosto bastante, pra esse tipo de cabelo, dos condicionadores que são enriquecidos com óleos ou manteigas vegetais, e ceramidas.

cabelos secos o que fazer e como cuidar

Cremes de pentear mais potentes, também com mais ativos nutritivos, são excelentes apostas. E é bom ter um spray (ou óleo finalizador) na bolsa com algum produto que ajude ao longo do dia, quando o cabelo vai ficando mais seco.

Capriche no tratamento!

Como a oleosidade não chega corretamente ao comprimento e pontas, tem que caprichar na hidratação, que vai repor água, e, principalmente, na nutrição, que vai repor lipídeos. Uma máscara incrível pra cabelos secos é a Moisture Recovery, da Joico, e nesse post aqui tem várias sugestões das boas!

O uso de umectações com óleos vegetais vai ajudar demais, já que vai fazer justamente a reposição lipídica, que é o que esse cabelo mais precisa,  e já fiz vários posts aqui sobre sobre isso, mas vou deixar os mais básicos:

A umectação pode ser feita de uma a duas vezes na semana, dependendo do estado geral desse tipo de cabelo.  Alguns óleos, como o de rícino, podem ser usado pra massagear o couro cabeludo, o que também ajuda, desde que a massagem seja feita de forma suave.

cabelos-secos-o-que-fazer-e-como-cuidar

Óleos, óleos e mais óleos!

Acho importante ter algum tipo de óleo vegetal em casa e usá-lo não só para umectar os fios, como pré shampoo (post aqui sobre isso), mas também pra potencializar as máscaras e os cremes de pentear. E aplicar umas duas gotinhas no cabelo úmido ou já seco é muito bom, pois o óleo vai formar uma capinha de gordura que vai impedir (ou reduzir) a perda de água, mantendo os fios hidratados por mais tempo.

Existem dezenas de óleos incríveis, e gosto muito do resultado do de coco (post aqui) e do de abacate (post aqui sobre ele) em cabelos mais secos e/ou ressecados.

O uso de óleos finalizadores também é uma opção válida, e nesse post aqui tem muitas opções boas e baratas. O meu preferido é o da Nuxe (resenha aqui), que também trata de verdade os fios e faz muita diferença no meu cabelo.

Não pode esquecer, também, de sempre usar protetores térmicos quando for usar chapinha, secador e babyliss. O  calor térmico desidrata e estraga muito os fios! Meu preferido é o do Lee (resenha aqui), que é baratinho, mas nesse post tem outras opções.

E se tiver mais alguma dica, compartilhe aí!

Beijos, Ju ♥

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31.03.2015

Óleo Não é Tudo Igual!

Eu sou apaixonada por óleos, vivo falando deles aqui e cada vez mais percebo que existem muitas dúvidas, pois óleo não é tudo igual e é preciso saber as diferenças entre o óleo vegetal, o óleo essencial e o óleo mineral, porque só entendendo pra que serve cada um é que a gente pode tirar o melhor proveito de cada, né? Vamos conhecer cada um deles!

Óleo Vegetal

O óleo vegetal é composto, basicamente, por ácidos graxos e glicerol, e é extraído, quase sempre, de sementes e frutas, via de regra por prensagem a frio, não sendo solúveis em álcool nem evaporando. Cada óleo vegetal possui um complexo diferente de ácidos graxos e nutrientes, então cada um possui propriedades específicas e age de um jeito.

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O mais importante, e isso precisa ficar claro, é que os óleos vegetais realmente tratam a pele e o cabelo.

Óleo Essencial

O óleo essencial, menos comum nas nossas conversas, é um blend de substâncias voláteis extraídos de cascas, flores, raízes, pétalas, frutos, caules e folhas, sendo que a sua extração se dá, via de regra, por compressão, destilação a vapor ou com o uso de solventes.

Esse tipo de óleo, muito utilizado na aromaterapia, é extremamente concentrado e deve ser usado em pouquíssima quantidade, sendo indicado não só no uso “estético”, mas também pra tratar doenças físicas e até emocionais.  Ou seja, também é um tratamento.

Óleo Mineral

O óleo mineral (petrolatos, parafina líquida, etc) é produzido a partir da destilação do petróleo, e na indústria cosmética ele é amplamente utilizado, é só olhar o rótulo dos produtos que você vai encontrar o danado em produtos de cabelo, hidratantes corporais e muito mais. O fato de ser muito mais barato que os óleos vegetais é, com certeza, a maior razão do seu uso pela indústria, mas não é só isso, pois ele possui uma consistência que praticamente não se altera, o que é extremamente importante na produção dos cosméticos, ao contrário dos óleos vegetais, não interfere nas características organolépticas e é de fácil incorporação nas fórmulas dos produtos.

Acontece que o óleo mineral não trata nada, nem pele nem cabelo, não tendo valor terapêutico, funcionando como uma “maquiagem”. Ou seja, se a intenção é tratar de verdade, o certo é usar um óleo vegetal, já que o óleo mineral não oferece nutriente nenhum.

Existe muita polêmica sobre o uso de óleos minerais em produtos cosméticos, a Dani até fez um post aqui sobre isso, e a minha opinião, com base em todos os estudos que já li e de todas as conversas que já tive com quem trabalha com isso, é a seguinte: tudo depende da composição, porque ele funciona, também, como um veículo para os ativos de tratamento.

oleo-nao-e-tudo-igual

Assim, se a máscara tem óleo mineral mas tem uma composição balanceada e uma alta concentração de ativos que tratem os cabelos, eu vou continuar usando e gostando. Acontece que essa não é a regra e a grande maioria dos produtos contém muito óleo mineral e quase nada de ativos que tratem os fios, e nesse caso eles não passam de maquiagem.

Simplificando: o óleo mineral não trata, é fato, mas só pela sua presença em um produto não se pode afirmar que esse  produto não vai tratar, tudo depende da composição e da concentração de ativos.

Resumindo: óleo não é tudo igual!

O óleo vegetal e o óleo essencial tratam de verdade, possuem potencial terapêutico e eu prefiro, claro, que um produto tenha óleo vegetal ao invés de óleo mineral, e já mostrei aqui meus preferidos.

O óleo mineral, ao contrário, não trata nada, é maquiagem, mas isso não significa, necessariamente, que ele seja tudo de ruim, pois pode ser útil pra muitas coisas.

Assim, por exemplo, se você quiser fazer umectações no cabelo ou quiser potencializar uma máscara, o certo é usar um óleo vegetal, que é um tratamento. Pode usar óleo mineral? Poder pode, mas não deve, porque sim, ele vai dar emoliência, mas não vai tratar, que é o que realmente importa, e falei disso nesse vídeo aqui.

Aí vocês perguntam: Ju, e os óleos finalizadores? Não indico usar óleo finalizador pra tratar o cabelo, com raríssimas exceções (esse da Nuxe pode!), porque quase todos são compostos por muito óleo mineral/silicones.

Então não é pra usar? Pode usar de outras formas, pra finalizar, que é a função deles, e é claro que se você puder escolher o melhor é procurar produtos que tenham alto teor de óleos vegetais pra realmente tratar o cabelo, só que a gente não pode esquecer que, infelizmente,  ainda existem poucos produtos realmente livres de óleo mineral, e que eles tendem a ser mais caros, já que os óleos vegetais são mais caros, e muita gente não pode arcar com esses custos, não porque não queira, mas por não ter como mesmo.

Reduzindo o post em uma frase: quer tratar de verdade? Se jogue nos óleos vegetais. E o óleo mineral? Ele não trata nada, só maquia, mas olhe a composição e a concentração de ativos de cada produto, porque ele é usado como “veículo” para os ativos, e se esses ativos estiverem em alta concentração seus benefícios vão se sobrepor ao óleo mineral.

Beijos

Ju

O que você acha do JV?
Bom dia , eu não conhecia o blog mais entrei hoje e adorei , tem muitas dicas , orientações, e as explicações não são pela…