19.09.2017

#MulherDe30: Velha Pra Ser Bonita

Cê jura?

Mês passado completei 35 anos e, sendo bem honesta, envelhecer tem me feito muito bem, sobretudo porque perdi o medo dessa palavra e de tudo o que ela representa.

Porque sim, apesar dos milhares de apelos pela juventude eterna, eu, você e todo mundo estamos envelhecendo, e não tem nada de trágico ou errado nisso.

Errada é a forma como fomos (e somos!) ensinadas a falar, pensar e sentir o passar dos anos, como se fosse algo vergonhoso, que devesse ser combatido a qualquer custo.  Como se o passar dos anos determinasse, em relação a beleza, o nosso “prazo de validade”.

Não deveria, mas beleza costuma ter idade. Chega uma hora que você é vista como “velha demais” pra ser bonita (e pra dezenas de outras coisas), e isso a gente vê de forma clara ou velada nas campanhas publicitárias, nas capas de revista, nas novelas, nos filmes, em todos os lugares, todos os dias.

Fala-se muito em democratização da beleza, que é uma coisa maravilhosa, mas não se enganem, ela também tem idade. Hoje, ao contrário de anos atrás, já olhamos para mulheres que não estão dentro do padrão de beleza estabelecido e reconhecemos a beleza ali.

velha

Claro que ainda temos muito chão pela frente, mas, em regra, não é mais a preta, a gorda, a magra, a “japa”, a cacheada ou a crespa bonita. É uma mulher bonita, ponto.

Mas, o mesmo não acontece com mulheres mais velhas, e olha que esse “mais velha” é, pra mim, bem jovem, viu? Se perto dos 30 o “desespero” bate a porta, porque passamos a vida acreditando que essa era a porta do envelhecimento, essa coisa horrorosa (contém ironia…), com 35, 40 já passamos do ponto e daí pra frente é “ladeira abaixo”:  podemos ser muita coisa, exceto bonitas.

Podemos ser saradas, “enxutas”, gostosas, charmosas, interessantes, jovens pra nossa idade (adoro essa! rs), maravilhosas, incríveis e trocentas coisas mais, exceto bonitas.  E quando, por puro acaso,  o termo “bonita” é utilizado, não vem acompanhado de “mulher”… É uma senhora bonita, uma coroa bonita, uma mãe bonita, mas não  uma mulher bonita.

Existem exceções? Sim, pra confirmar a regra.

Já perceberam isso? Eu já, e isso é uma loucura, gente…

Só que é uma loucura que rende, porque cria uma não aceitação tão grande que faz com que, sem perceber, a gente perca a perspectiva do que somos e do que devemos ser. E isso gera uma busca desenfreada por uma “juventude”  irreal e inalcançável, e aí a pessoa paga o que pode e o que não pode pra se encaixar, pra se adequar, pra continuar sendo vista como uma mulher bonita.

Sabe o resultado disso? Uma insatisfação enorme e uma autoestima que despenca dia após dia, porque não importa o que a gente faça, o tempo vai continuar passando e vamos continuar envelhecendo. Cada vez mais infelizes, claro.

Isso não significa, óbvio, que é errado se cuidar da forma que você bem entender. Não é errado e não tem nada demais fazer botox, preenchimento, plástica ou qualquer outra coisa, desde que isso te faça bem.

O que não dá é pra condicionar a sua beleza a uma idade, muito menos a uma idade que você não tem. Pra mim não faz o menor sentido ter 35 e fazer qualquer coisa pra ter uma carinha de 20, como se a minha beleza estivesse condicionada a “carinha de 20”, porque, sinto informar, ela não está.

O problema, claro, não é a “carinha de 20”. O problema é achar que só posso ser bonita se tiver a carinha de 20.

Eu quero ser uma mulher de 35 anos como uma linda mulher de 35 anos, nem mais, nem menos. Quero continuar envelhecendo com serenidade, usando o passar dos anos e tudo o que ele trouxer como aliado, não como um inimigo a ser combatido a qualquer custo.

Quero me olhar no espelho sem vergonha, sem esconder minhas marcas ou meus supostos defeitos nem me desculpar por eles. Quero continuar enxergando a minha beleza em cada idade. Beleza que o tempo, ao deixar tantas marcas diferentes, não diminui, só aumenta. Beleza de quem não só se sente, mas “se sabe” bonita.

Quero me reconhecer sem filtros, me cuidar para me sentir cada vez melhor, porque isso também me faz feliz.

Mas, não vou entrar no surto de querer parecer o que não sou, enquanto deixo escapar toda a beleza de quem, hoje, eu sou. E se posso te dar um conselho, não queira isso também.

[Ah, e se quiser participar do nosso Mulher de 30, um grupo fechado lá no Facebook, é só clicar aqui. ]

P.s: Já subo o áudio!

Beijos, Ju♥

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18.09.2017

Como Usar Azeite de Oliva no Cabelo?

Já tentou usar azeite de oliva no cabelo? Calma que não é maluquice, juro valendo! rs A gente fala muito de óleos vegetais e umectação por aqui, e o azeite de oliva, quando usado corretamente, é super bom para os fios, sabia?

Inclusive falei sobre isso na edição de setembro da revista Júlia, lá de Portugal. Pra conferir a matéria (tem muita coisa legal na revista, que é mensal!) é só baixar o aplicativo gratuitamente na Apple Store ou no Google Play. Procura lá por 5 Mitos de Beleza pra ler tudinho que escrevi, tá?

Benefícios do azeite de oliva no cabelo

É um óleo rico em vitaminas e antioxidantes, com boa ação emoliente, que ajuda muito a reter a hidratação dentro do fio do cabelo, nutrir, proteger e proporcionar brilho e maciez.

como usar azeite de oliva no cabelo juro valendo

E é, também, um óleo que tem uma boa penetração, principalmente quando “amornado” (já falo sobre isso), o que ajuda ainda mais no tratamento dos fios, podendo ser usado na umectação, na hidratação (para potencializar máscaras), nas pontas ressecadas, como pré shampoo e por aí vai.

Claro que tem que ser o azeite de oliva extra virgem, a versão pura, de qualidade, e aí a coisa embola um pouco porque muitos se dizem puros e são, na verdade, misturados com outros óleos, né?

Como acontece com qualquer óleo mais amarelado/esverdeado, as loiras devem tomar cuidado ao usar azeite de oliva no cabelo, porque ele tende a pigmentar os fios, o que acontece com mais frequência quando é deixado por mais tempo no cabelo.

Como usar azeite de oliva nos cabelos

As formas mais legais de uso é na umectação quente, como pré shampoo, pra potencializar máscaras e para tratar pontas ressecadas.

como usar azeite de oliva no cabelo juro valendo

Umectação com azeite de oliva

Dá pra fazer a umectação “normal” ou a versão “quente”, que eu gosto mais pra grande maioria dos azeites que já testei, porque são mais “grossos”, sabe?

Daí é só amornar de leve (em banho-maria) um pouco do óleo e aplicar nos fios secos de mecha em mecha, deixando agir por, no mínimo 1 hora.

E, gente, não é pra encharcar o cabelo de óleo, tá? No meu cabelo vai 1 colher rasa, daquelas de sopa, e é mais que suficiente!

Depois do tempo de pausa, é só lavar os fios normalmente, e o resultado é um cabelo mais nutrido, macio, alinhado e com mais brilho.

Pré shampoo

Aqui o passo a passo é igual ao da umectação, o que vai mudar mesmo é o tempo de ação, que é de, mais ou menos, 20 minutos. Dá pra fazer sempre que o seu cabelo estiver mais ressecado, precisando de mais nutrição, e o resultado compensa demais!

E é uma ótima opção pra quem não tem muita paciência de ficar com o óleo muito tempo no cabelo, né? Já dormi várias vezes com óleo no cabelo, hoje não tenho mais saco, de verdade! rs

como usar azeite de oliva no cabelo juro valendo

Hidratação com azeite de oliva

Sabe aquela máscara que tá lá no canto, que não deu muito certo no seu cabelo? Experimenta, no momento do uso, misturar a máscara com umas gotinhas de azeite de oliva… O efeito fica mais nutritivo e o resultado no cabelo é bem melhor: mais sedosidade e menos frizz.

Para pontas ressecadas

Suas pontas estão muito ressecadas? Tenta aplicar um pouco de azeite de oliva nas pontas, com o cabelo seco, e aí você pode usar apenas ele ou “misturar” com um pouco de Bepantol líquido.

É só deixar agir meia horinha, ou até menos se você não tiver com muito tempo, e lavar em seguida. Pode fazer em todas as lavagens até as pontas melhorarem, e garanto que será rápido!

E você, conhece alguma outra forma de usar azeite de oliva no cabelo? Divide com a gente!

* Pra conferir esse conteúdo em áudio é só clicar aqui.

Beijos, Ju♥

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16.09.2017

Sobre Como O Julgamento Alheio Impacta Nossas Vidas

Quando comecei a escrever esse post ontem, ele começava de maneira diferente, mas fui desabando frase por frase e não consegui continuar.

Dias atrás criei um grupo fechado no Facebook chamado “Mulher de 30”, um lugar pra gente dividir muito mais que dicas de beleza. Um lugar pra dividir a vida mesmo, sabe? As dúvidas, as dores, as angústias, os medos, as alegrias, as descobertas e tudo aquilo que a gente vive e abafa, e “esquece”.

Um lugar pra compartilhar quem e o que somos e vivemos, onde a única regra é compreender com amor e não julgar.

E aí perguntei por lá o que vinha causando angústia, tristeza e ansiedade, dividi um pouco do que estava sentindo, vocês fizeram o mesmo e sentei pra escrever esse post.

Fui relendo cada comentário, me reconhecendo em muitos, imaginando e sentindo, aqui na alma, toda a pressão, o julgamento e as milhões de cobranças que cada uma de vocês relatou e desabei.

Não consegui terminar o post, não consegui fazer mais nada o dia todo, só chorei. E chorei muito. Por vocês, por mim e pelo tanto de estrago que tudo isso causa, sabe?

julgamento alheio

Saí de casa no final da tarde, fui na livraria, um lugar que sempre me acalma, onde me sinto acolhida e em paz, escolhi alguns livros, cheirei tantos outros (amo cheiro de livro! rs), dei a sorte de encontrar Mulheres Que Correm Com Os Lobos, um livro que amo e já indiquei aqui, mas tinha emprestado e acabei ficando sem.

Voltei pra casa, li um pouco e dormi cedo, coisa que raramente faço. Acordei bem melhor e sentei pra recomeçar esse post porque preciso que vocês saibam que não estão sozinhas.

Todas nós, em maior ou menor grau, passamos por isso, infelizmente. E por trás de cada foto incrível postada numa rede social existe uma pessoa real, com suas dores, crises, alegrias, tristezas e muito mais do que a gente pode imaginar.

E existe também a pressão pela vida ideal, com a carreira ideal, o relacionamento ideal, a segurança emocional e financeira ideal, a aparência ideal e todos os outros “ideais” pelos quais somos, de forma clara ou velada, cobrados e julgados todos os dias.

Porque não importa a escolha que você faça, você sempre será julgada. Não importa se você está bem,  feliz, com tudo dando certo.

O que importa é se você está seguindo o script, se você está dentro do que idealizaram pra você. Porque se você não está, se não faz o que é esperado, continuam te julgando e cobrando do mesmo jeito.

E é triste constatar que, como a disse a Mara lá no grupo,“a impressão que dá é que tu és uma pessoa de segunda classe, só por não fazer o que os outros querem que tu faças”.

julgamento alheio

É pesado, mas é real.  E quanto mais o tempo passa, quanto viramos a esquina dos anos, maiores são as pressões e os julgamentos, e sobre isso todo mundo comentou no grupo.

Se você está na profissão “certa”, te cobram porque você ainda não ganha o que deveria. Se escolhe ter filhos, te julgam porque vai “comprometer” seu sucesso profissional. Se resolve se dedicar aos filhos e não trabalhar fora de casa, te olham torto, mas se volta ao trabalho questionam que tipo de mãe você é.

Se escolhe não ter, te julgam do mesmo jeito. E a mesma coisa acontece com toda e qualquer escolha que você faça na sua vida, porque cada um tem a fôrma ideal do que você deveria ser.

E isso pesa, gente. Pesa porque a vida tá aí, passando rápido, e a gente fica tentando se descobrir, se enxergar, se encontrar, fazer e acontecer enquanto é bombardeado por cobranças e julgamentos de todos os lados.

Pesa porque ficar imune a isso não é tão simples como eu gostaria, afinal, nos vemos, também, pelo olhar do outro.

E por isso acho tão importante ter por perto pessoas que nos apoiem, que nos enxergue com olhos de amor, respeito e compreensão. É vital, também, que enxerguemos o outro da mesma forma, sempre.

Não faço ideia de como mudar isso, porque a gente não tem poder sobre o outro, mas temos sobre nós mesmas. Você não pode mudar o que o outro faz, pensa e diz, mas pode mudar, pouco a pouco, a forma como você reage a isso.

Não é fácil, e demorei muito tempo pra entender que, por fazer escolhas diferentes, não era inadequada, errada ou ruim. Estava apenas exercendo o direito de ser quem eu sou. De fazer minhas próprias escolhas, e arcar com as consequências dela. De construir a minha vida da melhor forma que posso, com o que tenho em mãos.

Aprendi, a duras penas, que ceder as expectativas alheias destruiria o que eu sou, e que vale muito mais manter meu ser inteiro, íntegro, que me isolar de mim mesma pra caber na caixinha do outro.

Ainda me incomodo com tudo isso, mas a cada dia o peso dos dedos apontados e dos julgamentos berrados silenciosamente têm me afetado menos.

Espero que algum dia eles não afetem mais, nem a mim nem a vocês.

* Pra conferir esse conteúdo em áudio é só clicar aqui.

Beijos, Ju♥

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O que você acha do JV?
Eu acho esse blog maravilhoso. A Ju fala de tudo com muita emoção, muito carinho e ao mesmo tempo muita verdade, muita seriedade. Isso é…
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