Vizcaya
07.11.2014

Livro da Semana: Cidades de Papel – John Green

Desde que li (e me apaixonei!) A Culpa é das Estrelas  fiquei louca pra ler todos os livros do Green porque achei a escrita impecável, mas leve e fácil, e sobretudo porque ele me “pegou” pelas entrelinhas, pelas reflexões implícitas, sabe?

Acontece que, ao contrário do primeiro, esse “segundo” livro tem uma história que não “me convenceu”, que não me empolgou, que não me fez querer devorar as páginas.

cidades de papel

O livro conta a história de Quentin, um garoto “certinho” e meio nerd que está no último ano do colégio e é apaixonado por sua vizinha, Margo, a garota mais popular da escola. Eles se conhecem desde quando eram pequenos e certa vez encontraram um homem morto em um parque, o que levou Margo a constatar que “os fios” dele haviam se arrebentado. Depois disso, mesmo sendo vizinhos e estudando na mesma escola, cada um segue um “caminho” diferente.

cidades de papel

Acontece que, anos depois, numa noite qualquer, Margo aparece na janela de Quentin convidando-o pra uma “vingança”, e essa foi a parte mais divertida do livro. Eu ri e me imaginei fazendo cada uma daquelas coisas… hahahaha Pra Quentin aquela foi a “melhor noite de todas”, só que no dia seguinte Margo some, e aí a coisa começa a ficar chata e arrastada.

É fato que o Green tem uma “fórmula”, um padrão, e parece repetir a mesma coisa em todos os livros, mas isso não é problema, o problema é que a história é chata mesmo, sabe?

cidades de papel

Contudo, as entrelinhas são bem interessantes. São, na verdade, a parte que “compensa” do livro. É fácil notar que ele quer mostrar que as pessoas, mesmo aquelas que colocamos em pedestais, são apenas pessoas, seres humanos iguais a todos os outros, que o que parece quase quase nunca é, que a vida do outro lado da “cerca”, aquela que julgamos perfeita, pode não ser nada do que imaginamos…

Nós somos meio que condicionados a olhar o outro como um reflexo de nós mesmos, e a julgá-lo de acordo com isso, mas a verdade é que cada pessoa é um universo imenso, e esse universo é, quase sempre, bem diferente do que a gente imagina.

cidades de papel

Enfim, o livro não me “emocionou”, não me “pegou de jeito”, não me deixou com vontade de “quero mais”, sabe como é? Mas, vi várias resenhas positivas, tem muita gente que gostou, então vai de  gosto mesmo.

Ele custa R$ 19,90 e é vendido em livrarias de todo país.

Beijos

Ju

Vizcaya
10.08.2014

Livro da Semana: Loucamente Sua

Não conhecia os livros da Rachel Gibson e acabei comprando esse porque a vendedora disse que Loucamente Sua era um tipo de livro que até quem não gostava de ler gostaria de ler. Essa sabe vender, né? rs

Como muitas de vocês já falaram aqui que não têm o hábito de ler, achei que esse poderia ser uma boa ideia, mesmo que esse estilo de livro (Chick lit) não seja exatamente o que eu gosto, sabe? Pra mim não importa o “estilo”, se o livro estimular o gosto pela leitura é um bom livro e ponto final.

loucamente sua

Olha só o resumo:

“De volta à sua cidadezinha para atender ao funeral do seu padrasto Henry, a bela cabeleireira Delaney é surpreendida com uma cláusula do testamento dele: se quiser receber a sua herança, ela deverá permanecer um ano inteiro na cidade e não ter “contato sexual” algum com o bad boy Nick, filho bastardo de Henry. Acontece que, dez anos antes, ela e Nick viveram uma paixão, e embora ele seja um mulherengo incorrigível, a proximidade de ambos reacende a antiga chama. Será Delaney capaz de resistir ao motoqueiro de conversa fiada?”

loucamente sua

Pois bem, esse é um daqueles romances leves, despretensiosos e um tantinho apimentados (#adoro) que prendem a atenção do início ao fim, bem daquele tipo de livro que a gente lê “num tapa”, que só larga quando acaba, sabe?

Assim como em quase todos os romances, o final é previsível, mas gosto do fato de os “protagonistas” serem imperfeitos, de terem muitos defeitos, julgarem errado, serem, enfim, humanos. Acho isso muito mais legal porque consigo me enxergar no personagem, consigo me envolver.

loucamente sua

Falando das cenas “quentes”, o livro não é erótico, mas é sensual… A química entre os dois personagens principais é bem forte, mas não é nada que “choque” as mais conservadoras, tá?

Outro ponto muito positivo é a narrativa da Rachel, que é leve, simples, bem humorada e fluída… Do jeitinho que todo mundo gosta!

É, enfim, um livro gostoso, daqueles com cara de tarde de primavera, de noites “quentes” de verão. Gostei e já quero ler os outros livros da Rachel!

loucamente sua

Ele tem 343 páginas, é da Editora Jardim dos Livros e custou 19,90 Dinheiros, mas vi na net por até 13 Dinheiros. Alguém já leu? O que vocês estão lendo? Indiquem aí!

+ Livros

Beijos

Ju

01.08.2014

Livro da Semana: Extraordinário

Quando falei aqui do livro Eleanor e Park (post aqui), algumas leitoras me indicaram  Extraordinário, e eu, claro, julguei o livro pela capa. Achei que era infantil, mas acabei trazendo porque muita gente me disse que a história era linda.

E é, é linda, mas é mais que isso.

extraordinário

O livro conta a história do August, um menino de 10 anos que tem uma deformidade facial “grave” e, aos 10 anos, vai pra escola pela primeira vez.

A história poderia ser muito triste, e em muitos momentos é, mas além da  família I-N-C-R-Í-V-E-L, o August é muito especial. Especial, sobretudo, porque ele  escolhe viver  “apesar de”… Apesar da limitação que é ter a “característica” que ele tem, ele tenta ser um menino normal, na medida do possível, e lida com o que resulta de tudo isso de forma muito mais equilibrada do que eu poderia esperar.

extraordinário

A narração é feita pelo August, mas também pelos seus amigos e familiares, o que mostra não só os vários ângulos de uma mesma situação, mas a forma com que cada pessoa lida com essa situação.

Me emocionei de várias formas, em muitos momentos, e quis aplaudir esse menininho de pé, sabe? É divertido, é fofo e é humano, tão humano que consegue entender e aceitar a estranheza que sua aparência causa nas pessoas, tanto que em várias partes dos livro ele diz que se estivesse do outro lado provavelmente faria o mesmo (se assustar). Ah August, que lindo é o seu coração…

extraordinário

É uma história leve, daquelas que a gente lê “num piscar de olhos”, mas é também um tapa na cara dessa nossa realidade por vezes tão feia…  Uma “realidade” que ainda não aprendeu a amar “apesar e independente de”, uma realidade que ridiculariza o outro, que aponta o dedo, que não acolhe, não aceita e que desconhece quase por completo o poder da gentileza, esse artigo tão raro.

Apesar de simples e “infantil”, ou até por causa disso, é um livro tocante… Mais que isso, é um convite pra abrir o coração e aprender a olhar o outro com olhos de amor, de aceitação, de gentileza.

extraordinário

E, falando nisso, uma frase do livro pra levar pra vida: ” Quando tiver que escolher entre estar certo e ser gentil, escolha ser gentil.”

O livro é da editora Intrínseca e custa R$19,90 (mas vi até por 9.90). Quem já leu? E indiquem mais livros aí!

Beijos

Ju

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